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Coca-Cola sem cafeína chama atenção por proposta para quem evita o estimulante

Coca-Cola sem cafeína chama atenção por proposta para quem evita o estimulante

Uma Coca-Cola sem cafeína pode soar como novidade, mas a ideia não é nova — só nunca tinha desembarcado por aqui. A empresa vende versões sem o estimulante desde 1983 nos Estados Unidos, e a variante zero açúcar e zero cafeína existe no mercado americano desde 2013, além de estar presente em países como Reino Unido, França, Portugal e Holanda. O que mudou agora é o Brasil: em entrevista ao jornal Valor Econômico publicada em 27 de agosto, a diretora de marketing da Coca-Cola Brasil, Raquel Ribeiro, anunciou que a Coca-Cola Zero Açúcar Zero Cafeína chegaria ao país neste mês de setembro, em latas de 310 ml e 350 ml, com apresentação oficial durante o Rio Gastronomia, entre 17 de setembro e 4 de outubro.

Como o produto ainda estava previsto para chegar às prateleiras na segunda ou terceira semana do mês, é bem provável que ele ainda não esteja disponível na maioria dos pontos de venda neste início de setembro. Vale registrar também que a confirmação vem de entrevista de uma executiva da companhia à imprensa especializada, e não de um comunicado publicado no site oficial da empresa no Brasil — o que não invalida a informação, mas convém acompanhar. O preço anunciado deve ficar próximo ao da Coca-Cola Zero tradicional, e formatos maiores estão previstos apenas para 2027. Segundo a empresa, o Brasil foi escolhido como primeiro mercado da América Latina a receber o produto por ser o maior mercado mundial de Coca-Cola Zero; Chile e México também entram em 2026, e Argentina e Uruguai ficam para 2027.

A aposta da marca é bastante específica: o consumo noturno. A embalagem preta e dourada, adotada globalmente, e a campanha europeia que apostou no mote de "aproveitar a noite" indicam para quem o produto foi pensado — gente que gosta do refrigerante mas evita cafeína depois de determinado horário. E há um público real por trás disso: pessoas com sensibilidade à cafeína, quem convive com insônia ou ansiedade, quem tem refluxo ou gastrite, gestantes (a recomendação usual é não passar de 200 mg de cafeína por dia) e crianças. No Reino Unido, onde a versão foi relançada em março deste ano, a categoria cresceu 36%.

Uma informação que costuma surpreender: a Coca-Cola tem bem menos cafeína do que a fama sugere. Segundo dados da própria empresa, uma lata de 355 ml da versão original contém cerca de 34 mg de cafeína — a mesma quantidade da Coca-Cola Zero. A Coca Diet tem um pouco mais, 46 mg. Para comparação, uma xícara de café coado de volume equivalente pode passar de 140 mg, ou seja, três a quatro vezes mais. O movimento da marca acompanha uma tendência já visível no varejo brasileiro: os refrigerantes sem açúcar cresceram quase 19% entre janeiro e agosto de 2025, elevando sua participação de 17% para 21,4% do mercado.

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