O maior concurso de botecos do Brasil está em plena ebulição. Os resultados de cada circuito regional do Comida di Buteco 2026 começaram a ser revelados a partir do dia 18 de maio, e hoje, 19 de maio, mais campeões estão sendo anunciados pelo país. Fortaleza, por exemplo, revela seu grande vencedor justamente nesta terça-feira.
O que torna esta edição particularmente curiosa é o tema: verduras. Isso mesmo — folhas, talos e flores comestíveis como protagonistas dos petiscos de boteco. A regra exigia que as verduras tivessem papel relevante nos pratos, indo além da simples ornamentação, mas sem obrigação de serem receitas vegetarianas ou veganas. O desafio foi fazer com que a tradicional cozinha de raiz dos botecos — famosa por torresmos, bolinhões e carnes — abraçasse o verde de forma criativa e saborosa.
E os botecos entregaram. Entre os pratos que marcaram a edição em Fortaleza estão o "Verde que te quero", do Bar do Nem, um bolinho de feijão-verde recheado com carne de sol; o "Arraia no Pimentão", do Juju Boa Ideia, com pimentão recheado com arraia desfiada e alho-poró; e o "Horta do Mar", do Buteco Afonso Pescados, um tempurá de camarão com mix de legumes servido com molho agridoce.
Já em Campinas, o resultado saiu ontem. O Maley Bistrô Bar levou o título com a "Cremosa Portuguesa", uma casquinha de bacalhau recheada com bacalhau desfiado, alho-poró, tomate fresco, azeitona e pimentão vermelho, finalizada com queijo muçarela e parmesão gratinados.
Os números do concurso impressionam: são cerca de 1.200 bares participantes distribuídos por 27 circuitos em aproximadamente 50 cidades brasileiras. A avaliação é dividida meio a meio entre público e jurados, e o petisco responde por 70% da nota final.
Os vencedores de cada circuito avançam para a etapa nacional, cujo resultado será anunciado em julho, em São Paulo, quando será coroado o melhor boteco do Brasil em 2026.
O concurso nasceu em Belo Horizonte no ano 2000 com uma missão que permanece intacta: transformar vidas através da cozinha de raiz, promovendo o buteco como patrimônio nacional e espaço de acolhimento e identidade brasileira. Mais do que uma competição, é uma celebração daquele lugar onde todo brasileiro se sente em casa — com um petisco no prato e uma gelada na mão.
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