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Conflito no Irã: Inflação mais alta e mercado de trabalho mais fraco aponta dirigente do Fed

A presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) de São Francisco, Mary Daly, alertou nesta segunda-feira, 23, que o prolongamento do conflito envolvendo EUA e Israel contra o Irã pode pressionar a inflação, enfraquecendo a atividade econômica e o mercado de trabalho dos Estados Unidos, além de dificultar o duplo mandato do BC americano. Segundo ela, diante do aumento das incertezas, ainda não é possível antecipar os rumos da política monetária nas próximas reuniões.

"Não há caminho provável para juros dos Estados Unidos com tanta incerteza ao redor", disse Daly em publicação no X, acrescentando que o Fed precisa se manter flexível e capaz de responder aos riscos.

Caso o conflito se prolongue, Daly projeta interrupções no fornecimento de energia e as pressões de custo associadas podem persistir, elevando os riscos de inflação mais alta, crescimento mais lento e um mercado de trabalho mais fraco. Isso afetaria a política monetária ao tornar mais difícil equilibrar os riscos em ambos os lados do duplo mandato do Fed.

Num cenário mais benigno, em que o conflito no Oriente Médio se resolva rapidamente, ela projeta os preços do petróleo e da energia recuando, com impacto "limitado" e de "curta duração" sobre a economia dos Estados Unidos. "Nesse caso, provavelmente faria sentido ignorar a alta temporária nos preços de energia, desde que as expectativas de inflação permaneçam bem ancoradas", afirmou ela.

Daly ainda argumentou que, em momentos como esse, a orientação futura sobre a política monetária do Fed pode provocar uma "falsa sensação de certeza", sendo mais danosa para a transparência do BC americano e impedindo que seja possível prever corretamente como os dirigentes irão reagir aos choques econômicos.

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