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Consumidor brasileiro prefere sites nacionais, mas preço e variedade impulsionam compras em plataformas estrangeiras

Uma pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do SPC Brasil divulgada nesta quinta-feira (20) mostra que seis em cada dez consumidores dariam preferência a sites brasileiros caso encontrassem preços e variedade de produtos equivalentes aos oferecidos pelas plataformas internacionais. O levantamento revela que o comércio eletrônico nacional mantém espaço relevante na preferência do público, mas enfrenta uma disputa cada vez mais intensa pela decisão de compra.

Segundo o estudo, preço e diversidade de produtos estão entre os principais fatores que levam brasileiros a recorrer a plataformas estrangeiras. Na prática, mesmo consumidores dispostos a comprar de empresas nacionais acabam migrando para concorrentes internacionais quando identificam condições consideradas mais vantajosas. O cenário amplia a pressão sobre varejistas brasileiros para aprimorar preços, sortimento e eficiência das operações digitais.

A disputa acontece em um momento de desafios para o varejo nacional. Os juros elevados encarecem o crédito para empresas e consumidores, enquanto o endividamento das famílias limita parte do orçamento disponível para novas compras. Grandes companhias do setor já têm apontado pressão sobre o consumo e adotado estratégias mais cautelosas diante das perspectivas para a economia brasileira.

Dados recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) também mostram um desempenho moderado do comércio. Em junho, o volume de vendas do varejo brasileiro avançou 0,5% na comparação com maio, resultado acima das expectativas do mercado. Já o varejo ampliado, que inclui veículos, material de construção e atacado de produtos alimentícios, registrou queda de 1% no período.

Para o varejo brasileiro, a preferência demonstrada pelos consumidores representa uma oportunidade, mas também evidencia a necessidade de aumentar a competitividade. Além dos preços, fatores como prazo de entrega, facilidade para troca de produtos, atendimento, confiança na plataforma e programas de fidelidade podem ganhar importância na disputa pela preferência do consumidor.

O avanço das plataformas digitais e a facilidade para comparar preços transformaram definitivamente os hábitos de consumo no país. Com compradores mais atentos às condições oferecidas por diferentes empresas, varejistas nacionais enfrentam o desafio de combinar competitividade, logística eficiente e experiência de compra para impedir que uma parcela maior do consumo migre para plataformas estrangeiras.

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