A pesquisa mensal de consumidores do Banco Central Europeu (BCE) trouxe em abril um sinal de alívio para o horizonte de médio prazo: a expectativa de inflação para os próximos três anos recuou para 2,9%, ante 3,0% no levantamento anterior. Para um ano à frente, a projeção permaneceu em 4,0%, enquanto a expectativa para cinco anos ficou estável em 2,4%.
O relatório também detalha diferenças entre grupos. Consumidores das camadas de menor renda continuam reportando percepções e expectativas de inflação ligeiramente mais altas, enquanto os mais jovens registram níveis mais baixos do que os mais velhos.
Do lado da atividade, as expectativas pioraram: os entrevistados passaram a projetar contração de 2,2% da economia no próximo ano e reduziram a estimativa de crescimento da renda para 0,8%, ante 1,2%.
Por outro lado, as expectativas para a taxa de desemprego daqui a 12 meses recuaram para 11,2%, ante 11,3% em março. Assim como observado nos meses anteriores, as famílias de menor renda esperavam a maior taxa de desemprego para os próximos 12 meses (13,3%), enquanto as famílias de maior renda previam a menor (9,4%).
Em relação ao acesso a crédito, o número de famílias que relataram um endurecimento das condições nos últimos 12 meses continuou aumentando, atingindo o nível mais alto desde fevereiro de 2024. De forma semelhante, a porcentagem líquida de famílias que esperam condições de crédito mais restritivas nos próximos 12 meses subiu para o nível mais elevado desde outubro de 2023.
O resultado é acompanhado de perto pelo BCE e integra o conjunto de informações considerado na reunião de política monetária marcada para 11 de junho.
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