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Copa 2026 movimenta bilhões, quebra recordes de público e inaugura nova era comercial do futebol

A Copa do Mundo de 2026 terminou neste domingo, 19 de julho, consolidada como o maior evento já organizado pela Federação Internacional de Futebol. Disputado pela primeira vez em três países — Estados Unidos, México e Canadá —, o torneio reuniu 48 seleções, teve 104 partidas e movimentou bilhões de dólares em turismo, hospedagem, transportes, alimentação, publicidade e venda de ingressos.


Estimativas elaboradas antes da competição apontavam que as 11 cidades-sede norte-americanas poderiam movimentar mais de US$ 5 bilhões diretamente com a realização dos jogos e a chegada de visitantes. O alcance econômico mais amplo, porém, é muito superior. Um estudo encomendado pela Fifa e desenvolvido pela OpenEconomics, em parceria com a Organização Mundial do Comércio, calculou que a Copa poderia acrescentar até US$ 40,9 bilhões ao Produto Interno Bruto mundial e sustentar o equivalente a 824 mil empregos em tempo integral.


Somente nos Estados Unidos, responsáveis por 78 das 104 partidas, a projeção indicava US$ 30,5 bilhões em produção econômica, US$ 17,2 bilhões em contribuição ao PIB e cerca de 185 mil postos de trabalho equivalentes em tempo integral. Os resultados, no entanto, não foram uniformes. No México, analistas apontaram benefícios concentrados no curto prazo e abaixo das expectativas iniciais em setores como hotelaria e consumo.


A Fifa também encerrou o torneio diante da perspectiva de registrar o ciclo financeiro mais lucrativo de sua história. O orçamento revisado da entidade previa receitas de US$ 13 bilhões entre 2023 e 2026, impulsionadas principalmente pela Copa. Às vésperas da final, o jornal britânico The Guardian informou que a arrecadação poderia chegar a US$ 15 bilhões, acima das projeções, favorecida pela venda de pacotes de hospitalidade, direitos comerciais e taxas cobradas no mercado oficial de revenda de ingressos.


Nas arquibancadas, o Mundial também estabeleceu uma nova dimensão de público. Ao término das oitavas de final, mais de 6,25 milhões de pessoas já haviam acompanhado os jogos nos estádios, com ocupação de 99,7% e média superior a 65 mil espectadores por partida, superando com ampla margem o antigo recorde acumulado de 3,59 milhões de torcedores registrado na Copa de 1994. Mais de 7,7 milhões de pessoas também participaram dos festivais oficiais nas cidades-sede.


A audiência televisiva confirmou a força do torneio no mercado norte-americano. A fase de grupos teve média de 5,05 milhões de espectadores por partida nos canais em inglês da Fox, crescimento de 92% em comparação com a Copa do Catar. O confronto entre Estados Unidos e Bélgica, pelas oitavas de final, chegou a 30 milhões de telespectadores. As quartas de final tiveram média de 15,64 milhões, enquanto as semifinais alcançaram 15,08 milhões.


No ambiente digital, a escala foi ainda maior. Até as quartas de final, a Fifa contabilizava 20 bilhões de visualizações de vídeos em suas plataformas, além de 30 bilhões de impressões e 1,7 bilhão de interações, um crescimento de 485% em relação ao mesmo período da Copa de 2022.


Os números transformaram a edição de 2026 em um marco comercial e operacional para o futebol. Além de ampliar a competição de 32 para 48 seleções, a Fifa conseguiu explorar o poder de consumo do mercado norte-americano, vender mais de 600 mil pacotes de hospitalidade e alcançar públicos que acompanham o esporte principalmente pelas plataformas digitais.

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