Faltando apenas 10 dias para a estreia na Copa do Mundo de 2026, a Seleção Brasileira vive uma mistura de expectativa, dúvidas e pressão. Mesmo após a goleada por 6 a 2 sobre o Panamá no Maracanã, o técnico italiano Carlo Ancelotti ainda busca respostas para definir a equipe ideal, enquanto a situação física de Neymar segue como uma das principais preocupações do país.
Neymar ficou fora do amistoso contra os panamenhos por conta de uma lesão muscular na panturrilha e também não participou integralmente das atividades na Granja Comary. Apesar da preocupação, Ancelotti mantém confiança na recuperação do camisa 10 e acredita que ele poderá estar disponível já na estreia contra o Marrocos ou, no pior cenário, no segundo compromisso da fase de grupos.
A pressão sobre o treinador aumentou justamente porque a Seleção chega ao Mundial após um ciclo turbulento. O Brasil trocou de comando técnico diversas vezes nos últimos anos, teve campanhas irregulares nas Eliminatórias e encerrou a classificação com o pior desempenho da história da equipe no formato de pontos corridos. Agora, toda a responsabilidade pela busca do hexacampeonato recai sobre Ancelotti, o primeiro estrangeiro a comandar a Seleção em uma Copa do Mundo.
Dentro de campo, a atuação diante do Panamá trouxe sinais positivos. Vinícius Júnior assumiu o protagonismo ofensivo, marcou gol, participou das principais jogadas e foi apontado pela imprensa internacional como a principal referência técnica da equipe neste momento. A vitória também serviu para dar confiança ao grupo antes do embarque para os Estados Unidos.
Mesmo assim, o ambiente está longe de ser tranquilo. Lesões, mudanças na escalação e a dependência do retorno de Neymar colocam o Brasil sob observação às vésperas do Mundial. A estreia acontece no dia 13 de junho, diante do Marrocos. Até lá, Ancelotti terá pouco tempo para transformar esperança em certeza e convencer um país inteiro de que a Seleção está pronta para lutar pelo tão sonhado hexacampeonato.
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