A Procuradoria do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) ofereceu uma denúncia contra o Corinthians e o meia Damián Bobadilla, do São Paulo, em decorrência de incidentes ocorridos no clássico de domingo, na Neo Química Arena, vencido pelo time alvinegro por 3 a 2. A partida, válida pela 15ª rodada do Brasileirão, foi marcada por atrasos, discussões e polêmicas de arbitragem.
O Corinthians foi denunciado em diversos artigos do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD). O ponto mais grave refere-se ao arremesso de objetos no gramado pela torcida mandante no momento do gol de empate do São Paulo
Segundo o relatório da arbitragem e do delegado do jogo, foram lançados um isqueiro, um óculos de sol e um cigarro eletrônico (vape) em direção aos atletas que comemoravam.
A denúncia destaca que um dos objetos atingiu o atleta Calleri, o que gerou um princípio de confusão e fez com que a partida ficasse suspensa por mais de 10 minutos. Por conta da gravidade e do prejuízo ao andamento do evento, o clube foi enquadrado no artigo 213, §1º do CBJD, que prevê a perda do mando de campo de 1 a 10 partidas.
Ainda de acordo com a denúncia, os responsáveis pelos arremessos dos objetos foram identificados pelo sistema de monitoramento da Neo Química Arena e encaminhados ao posto policial para o registro de boletins de ocorrência.
O Corinthians também responde pelo atraso total de oito minutos no reinício da partida na volta para o segundo tempo, somando o tempo necessário para a retirada de bobinas de papel lanças em campo pela torcida. A situação está enquadrada no artigo 206 do CBJD, que prevê multa de até R$ 1 mil por minuto
O clube também vai responder por irregularidade no uniforme do goleiro Hugo Souza, que utilizou um modelo cinza em vez de laranja, como foi previamente definido pela CBF. A mudança no uniforme configura possível violação ao artigo 191, inciso III, do código.
BOBADILLA PODE PEGAR 6 JOGOS DE GANCHO
Do lado do São Paulo, o meio-campista Bobadilla também está na mira do tribunal por causa do gesto considerado obsceno realizado na comemoração do primeiro gol tricolor. "Imagens da transmissão televisiva e de redes sociais registraram o atleta realizando um gesto obsceno e de cunho sexual em direção à torcida adversária durante o jogo", diz trecho da denúncia.
A comemoração chegou a ser analisada por Anderson Daronco no VAR, mas o árbitro não interpretou como uma ação passível de cartão vermelho.
Por sua vez, a Procuradoria entende que a conduta é incompatível com a ética desportiva e denunciou o jogador com base no artigo 258 do CBJD. Embora o texto da denúncia foque na subsunção do fato ao artigo, infrações dessa natureza costumam prever suspensões que podem chegar a seis jogos.
Tanto o caso de Bobadilla quanto as denúncias envolvendo o Corinthians serão temas da sessão da 3ª Comissão Disciplinar, agendada para quinta-feira, dia 14 de maio, a partir das 11h.
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