O secretário do Tesouro Nacional, Daniel Leal, disse nesta quarta-feira, 8, que o Brasil tem demonstrado um crescimento econômico resiliente e acima da sua tendência, o que teria contribuído para a sustentabilidade da dívida pública e para o atingimento das metas fiscais do governo.
"A média de crescimento era de 1,4% ao ano em períodos anteriores e, agora, no período mais recente, a média é de 3% ao ano de crescimento, o que corrobora essa resiliência econômica", disse Leal, durante audiência pública da Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização do Congresso Nacional.
Durante uma apresentação inicial, o secretário destacou que o governo tem conseguido estabilizar as despesas, como proporção do Produto Interno Bruto (PIB), ao mesmo tempo que recompõe receitas. Essa combinação vai levar a resultados primários positivos e, eventualmente, a uma queda da dívida pública, ele disse.
"É importante destacar que esses resultados seriam suficientes para estabilizar a dívida pública em porcentual do PIB e a partir de 2029, ela começar a reduzir", reforçou o secretário, falando de projeções elaboradas pelo governo no Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO).
Segundo o documento, a dívida bruta do governo geral (DBGG) passaria de 78,6% do PIB no fim de 2025 para um pico de 87,8% no fim de 2029, considerando metas de superávit primário crescentes, de 0,25% do PIB em 2026 até 1,50% do PIB em 2030. Depois, a DBGG começaria a cair, até chegar a 83,4% do PIB no fim de 2026.
Leal disse que a diferença cadente entre a DBGG brasileira e a de outros países da região corrobora tanto a resiliência da economia doméstica, quanto o esforço para obter superávits primários. "O Brasil estava com um gap por volta de 20% e, hoje, essa diferença está próxima de 10%, o que corrobora o melhor momento comparado com outros países", ele disse.
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