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O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, afirmou nesta segunda-feira, 12, que "não há conversas" com o governo dos EUA, exceto por contatos técnicos na área de migração, após o presidente americano, Donald Trump, ter dito no domingo, 11, que não haverá mais petróleo ou dinheiro indo para o país.
"Sempre estivemos dispostos a manter um diálogo sério e responsável com os diversos governos dos EUA, incluindo o atual, com base na igualdade soberana, no respeito mútuo, nos princípios do Direito Internacional e no benefício mútuo... sem interferência em assuntos internos e com pleno respeito à nossa independência", escreveu Bermúdez, na rede X.
Segundo ele, a origem e o endurecimento extremo do bloqueio não têm relação alguma com os cubanos residentes nos EUA, para onde foram levados por meio da "política fracassada" e pelos "privilégios da Lei de Ajuste Cubano".
Ele ainda reiterou que existem acordos bilaterais de migração em vigor que Cuba cumpre escrupulosamente e que, para que as relações entre os países avancem, elas devem ser baseadas no direito internacional, e não em hostilidade, ameaças ou coerção econômica.
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