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Cury ironiza fala de Renan sobre 'pastel de vento': 'Acho uma delícia'

O candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) afirmou nesta quarta-feira, 2, que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deve prestar esclarecimentos sobre as revelações envolvendo o Banco Master e disse que, caso sejam comprovados erros que justifiquem sua saída da Corte, o magistrado deveria deixar o cargo.

"Alexandre de Moraes deve se explicar, sim, e, se ele cometeu erros passíveis de uma exclusão, ele deveria ter a dignidade para se autoexcluir", afirmou Cury durante visita à Federação Israelita do Estado de São Paulo (Fisesp).

Questionado se é favorável ao impeachment ou à renúncia de Moraes, Cury evitou defender de forma direta uma das duas medidas neste momento. Disse, porém, que não haverá "blindagem" a autoridades em um eventual governo e que presidente, ministros e demais ocupantes de cargos públicos devem explicações à população.

"Meu posicionamento é claro, convicto, porque cargo público é sério", afirmou. Segundo Cury, quem ocupa uma função pública deve responder aos contribuintes, a quem chamou de "patrões' dos agentes do Estado.

O candidato também ponderou que uma eventual responsabilização de Moraes deve passar pelas instâncias responsáveis pelo julgamento do caso. "Quem vai julgar é a Justiça", disse.

A declaração ocorre em meio às revelações sobre as relações entre Moraes e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que ampliaram a pressão de parlamentares da oposição por explicações do ministro e por pedidos de impeachment no Senado.

'Pastel de vento'

Cury evitou entrar em confronto com Renan Santos (Missão) após ser chamado pelo adversário de "pastel de vento" em meio ao crescimento nas pesquisas eleitorais.

"Eu fico feliz que nós temos adversários, não temos inimigos. Eu gosto muito de pastel. Eu acho uma delícia", respondeu Cury.

Cury afirmou respeitar Renan e disse esperar que o candidato consiga resolver sua situação para participar dos debates eleitorais. "Eu não vou ofendê-lo. Eu só quero dizer que os adversários têm que colocar suas propostas e o povo é quem decide", afirmou.

Divisão no BNDES

Cury afirmou que pretende dividir o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em duas frentes, uma voltada às grandes empresas e outra dedicada aos pequenos empreendedores, caso seja eleito.

"Eu dividiria o BNDES em dois, logo na primeira semana: o banco da grande empresa e o banco da pequena empresa, para que milhões de sonhos sejam realizados", afirmou.

Cury apresentou a proposta ao relatar uma visita recente à Rocinha, no Rio de Janeiro. Segundo o candidato, comunidades e outras regiões do País precisam de instrumentos de crédito e formação voltados a pequenos empreendedores.

O presidenciável defendeu a criação de um "banco do empreendedor" e de uma "escola do empreendedor" para atender moradores de comunidades, estudantes de escolas públicas e pequenos negócios em diferentes cidades.

Cury não detalhou, na resposta, como seria feita a divisão do BNDES, qual seria a estrutura jurídica das duas frentes nem os critérios de financiamento.

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