O documentário “Honestino”, dirigido por Aurélio Michiles, estreia nesta quinta-feira (13) nos cinemas brasileiros. A produção resgata a trajetória de Honestino Guimarães, líder estudantil que se tornou um dos símbolos da resistência à ditadura militar e desapareceu após ser preso por agentes do Estado na década de 1970.
O longa integrou a Competição Principal da Première Brasil no Festival do Rio de 2025 e conquistou o Troféu Redentor de Melhor Montagem, concedido a André Finotti. A obra acompanha a história do estudante a partir de registros e relatos que ajudam a reconstruir sua atuação política e o contexto de repressão vivido durante o regime militar.
Honestino foi presidente da Federação dos Estudantes da Universidade de Brasília e também comandou a União Nacional dos Estudantes (UNE) na clandestinidade. Preso em outubro de 1973, no Rio de Janeiro, ele desapareceu depois de ficar sob custódia de órgãos da repressão. Décadas depois, seu caso permanece entre os episódios emblemáticos de desaparecimento político no país.
A chegada do documentário ao circuito comercial amplia o espaço dedicado pelo cinema nacional à recuperação da memória política brasileira. Com distribuição da Pandora Filmes, “Honestino” entra em cartaz nesta quinta-feira e transforma uma história marcada pela repressão e pelo desaparecimento em registro cinematográfico para novas gerações.
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