O dólar avança no mercado à vista na manhã desta terça-feira, 24, após três quedas seguidas, ainda acumulando recuo de cerca de 1,51% no mês e de 5,84% no ano até segunda-feira, 23. Os juros futuros também sobem, acompanhando a moeda americana e a alta dos rendimentos curtos e intermediários dos Treasuries, após entrarem em vigor as novas tarifas globais dos EUA de 10% - abaixo dos 15% citados pelo presidente Donald Trump - depois que a Suprema Corte dos Estados Unidos barrou parte do tarifaço de 2025.
A medida traz exceções, como carne, café e aviões, favorecendo exportadoras brasileiras, mas a ameaça de adoção de novas sobretaxas por segurança nacional mantém as incertezas e a guerra comercial no foco.
Na agenda do dia, o Brasil registrou déficit em conta corrente de US$ 8,36 bilhões em janeiro, acima das estimativas do mercado, informou o Banco Central. Apesar da piora ante dezembro, o resultado foi menor que o rombo de janeiro de 2025. Em 12 meses, o déficit caiu de 3,03% para 2,92% do PIB, o menor nível desde novembro de 2024.
Já a entrada líquida de Investimentos Diretos no País (IDP) somou US$ 8,168 bilhões em janeiro, acima da mediana das estimativas. Em 12 meses, o fluxo alcançou US$ 79,137 bilhões (3,42% do PIB).
No noticiário político e fiscal, o ministro das Cidades, Jader Filho, afirmou que o governo Lula estuda implementar tarifa zero no transporte público.
O presidente em exercício Geraldo Alckmin revogou decreto que incluía hidrovias dos rios Madeira, Tocantins e Tapajós no Programa Nacional de Desestatização, após críticas de comunidades locais à concessão das rotas amazônicas à iniciativa privada.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicou que pretende se reunir com Donald Trump por volta de 16 de março, nos EUA.
Na Argentina, o Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Agroalimentar (Senasa) confirmou novo surto de gripe aviária H5 de alta patogenicidade em aves comerciais em Ranchos, na província de Buenos Aires.
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