A Kering informou um aumento de receita no trimestre mais recente, enquanto o grupo francês de luxo trabalha para recuperar o apelo de suas marcas, especialmente a Gucci.
A empresa, com sede em Paris, registrou receita de 3,65 bilhões de euros (US$ 4,15 bilhões) no trimestre encerrado em junho. O resultado foi 1% maior do que um ano antes em termos reportados e 2% acima desconsiderando efeitos de câmbio e mudanças de portfólio. O resultado se compara aos 3,63 bilhões de euros esperados por analistas, segundo consenso da Visible Alpha.
"Em todo o grupo, estamos vendo sinais iniciais de progresso no desejo pelas marcas, no impulso comercial e no desempenho operacional", disse o CEO Luca de Meo.
A receita do grupo voltou a crescer no trimestre pela primeira vez desde o fim de 2023.
No início deste ano, a empresa implementou uma série de medidas de reestruturação sob a liderança de de Meo, ex-executivo do setor automotivo que assumiu como CEO da Kering em setembro de 2025.
A joia da coroa do grupo, a Gucci, registrou vendas de 1,41 bilhão de euros, queda de 3% na comparação anual em termos reportados. Apesar do recuo, a empresa observou que as novas coleções da marca continuaram ganhando tração. As vendas em lojas operadas diretamente ainda foram negativas, com queda de 2% em base comparável, mas melhoraram 7 pontos porcentuais em relação aos três meses anteriores. Isso marca a aceleração sequencial mais forte da Gucci em vários trimestres, disse a Kering.
Nos últimos anos, a Kering sofreu mais do que alguns de seus concorrentes devido ao declínio global nos gastos com artigos de luxo. A Gucci tendia a focar em designs sazonais voltados a clientes de menor poder aquisitivo, que evitam gastos excessivos em períodos de dificuldade econômica.
O lucro operacional recorrente alcançou 921 milhões de euros no primeiro semestre, estável em comparação com os mesmos meses do ano passado.
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