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Apresentado nesta terça-feira, no CT da Barra Funda, o zagueiro Dória voltou ao São Paulo com um discurso que misturou convicção, experiência e identificação. Em meio a perguntas sobre a crise política do clube, o defensor de 31 anos deixou claro que o contexto extracampo não foi obstáculo para aceitar a proposta.
"Não tem como falar não para um clube como o São Paulo", afirmou, logo no início da coletiva.
Ao ser questionado sobre a instabilidade institucional, Dória tratou o tema com pragmatismo e foco no futebol. Para ele, o papel do jogador é claro e não comporta distrações. "Minha questão é trabalhar, jogar futebol e fazer meu melhor para ter resultado positivo. No futebol, tudo se resolve com resultado positivo", disse, reforçando a ideia de que vitórias são a melhor resposta.
O zagueiro foi além e destacou o tamanho do São Paulo no cenário do futebol, afirmando que qualquer dúvida em aceitar a proposta seria um erro. "Se tem um jogador no mundo que pensa duas vezes para vir ao São Paulo, está muito errado", disparou. Na comparação, citou até mercados alternativos para reforçar que, diante do Tricolor, não há espaço para hesitação.
Mesmo com a votação de impeachment do presidente Julio Casares no horizonte, Dória minimizou o impacto do momento político no dia a dia do elenco. "A única maneira de responder, dar alegria para a torcida, é vencer", afirmou. Para o defensor, especulações e ruídos externos não podem contaminar o ambiente interno, que deve ser blindado pelo trabalho diário.
Com vivência em clubes do Brasil e do exterior, Dória lembrou que já enfrentou situações semelhantes em outros lugares, inclusive no Botafogo e no futebol mexicano. "São coisas normais no mundo do futebol", disse, antes de reforçar a responsabilidade dos atletas. "Quem erra e quem acerta, somos nós. Temos de estar concentrados no nosso trabalho."
O retorno ao São Paulo também trouxe um lado mais emocional ao discurso. Dória revelou surpresa ao reencontrar o ambiente do clube e as pessoas que fazem parte da rotina no CT. "Foi uma sensação que eu não sabia que eu precisava até sentir", contou, citando funcionários antigos e o clima familiar como elementos marcantes da volta.
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