O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou na terça-feira, 28, que o governo não vê necessidade de um novo Desenrola e disse que a iniciativa teve como foco "fazer a dívida caber no bolso" dos brasileiros, em entrevista ao programa É Notícia, da RedeTV!. Durigan disse que o "espírito" do programa é permitir que as pessoas saiam da condição de inadimplentes, mas que a iniciativa não deve ser entendida como uma política a ser repetida continuamente.
O ministro disse ainda que o risco de "pautas-bomba" no Congresso diminuiu de forma significativa e destacou que o governo trabalhou para mitigar os riscos e evitar a aprovação de medidas com forte impacto fiscal, especialmente neste ano eleitoral.
Durigan classificou o escândalo do Banco Master como um "crime" e defendeu a atuação das autoridades policiais. O ministro disse ver o caso "com repulsa" e sinalizou que há espaço para aprimorar a regulação e a supervisão do mercado. A Receita Federal e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), por exemplo, vêm "apertando o cerco" contra fraudes, mas ainda existe "muito o que melhorar" em termos de governança regulatória e instrumentos de fiscalização, segundo Durigan.
O ministro defendeu destravar a tramitação no Congresso das nomeações para as diretorias de agências e órgãos reguladores, que estariam represadas por questões políticas. É necessário recompor e fortalecer instituições com quadros técnicos, inclusive como forma de reduzir a probabilidade de ocorrência de novos escândalos, segundo Durigan.
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