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Diário de Notícias

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Durigan: governo fez esforço grande para harmonizar necessidades do agro e contas públicas

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta terça-feira, 30, que o governo federal fez um "esforço grande" para conseguir "harmonizar" as necessidades do agronegócio com as possibilidades das contas públicas do governo federal.

"Houve um esforço grande das equipes da Casa Civil, do Planejamento, do Mapa, do MDA para conseguir compilar e fazer essa associação entre os interesses do setor do agronegócio e as contas públicas e as possibilidades, mais um vez, de termos um Plano Safra recorde no País", afirmou ele, durante a cerimônia de lançamento do Plano Safra 2026/27 da agricultura empresarial.

Durigan também exaltou os resultados recordes de safras agrícolas no Brasil nos últimos anos e disse que o Plano 2026/27, que, segundo ele, será mais um recorde, possibilitará que o setor siga entregando esses resultados, mesmo num cenário de endividamento dos produtores. "Quando olhamos para as últimas safras, percebemos que o nosso agronegócio como um todo tem ido bem e tem nos dado safras recordes consecutivas."

O Plano Safra 2026/27 oferecerá na temporada que começa na quarta-feira um total de R$ 525,1 bilhões em financiamentos para médios e grandes produtores, 1,7% a mais do que a oferta de crédito na temporada 2025/26, de R$ 516,2 bilhões. Os valores haviam sido antecipados pelo Broadcast Agro (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) em entrevista exclusiva com o ministro da Agricultura, André de Paula.

O governo confirmou os números nesta terça-feira durante o início da cerimônia de lançamento e destacou que trata-se de um aumento de R$ 9 bilhões em recursos.

A cifra inclui R$ 194 bilhões em recursos de Cédulas de Produto Rural (CPRs) originadas de Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs) e da aplicação da poupança rural com direcionamento obrigatório.

O governo considera os recursos de CPRs no cálculo final em virtude da isenção fiscal das LCAs direcionadas para o crédito rural, portanto, possuem renúncia fiscal e subvenção do Executivo.

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