O Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) apresenta nesta quarta-feira, 26, no Congresso Sustentável, na zona sul do Rio, uma carta aos candidatos à Presidência em 2026. O grupo reúne mais de 110 grandes empresas e diz representar cerca de um terço do Produto Interno Bruto (PIB).
A carta organiza recomendações em três eixos. No primeiro, propõe proteção e restauração da natureza, com transição do combate ao desmatamento para uma "economia da restauração", incentivos à restauração florestal e à recuperação de solos, agro de baixa emissão com rastreabilidade, gestão de bacias e marco nacional para reúso de água, além de maior foco empresarial em biodiversidade.
O principal indicador sugerido é a área de cobertura de vegetação nativa primária e secundária. O texto cita metas como restaurar 12 milhões de hectares até 2030 e recuperar até 40 milhões de hectares de pastagens em dez anos, além do compromisso de zerar o desmatamento ilegal até 2030.
No segundo eixo, o CEBDS pede transformação produtiva e inovação verde, com expansão de renováveis, regulação para armazenamento e reforço da transmissão, reindustrialização com biocombustíveis e eletrificação, bioeconomia e mais P&D em tecnologias como hidrogênio, CCUS (Captura, Utilização e Armazenamento de Carbono) e baterias. O indicador central é a intensidade de carbono da economia (CO2/PIB).
No terceiro eixo, a carta cobra financiamento, com mercado de carbono (SBCE), Taxonomia Sustentável Brasileira e EcoInvest, além de mais eficiência no gasto público com "subsídios verdes"; o indicador proposto é o volume de recursos direcionado à agenda climática.
A entidade afirma que 54% das propostas da edição anterior foram incorporadas ou seguidas pelo poder público e defende que a agenda climática vire política de Estado, com regras estáveis e previsibilidade para atrair investimento.
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