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Diário de Notícias

DN.

Em dia de audiência do Master na Flórida, STF comunica Justiça dos EUA sobre prisão de Vorcaro

O Supremo Tribunal Federal (STF) comunicou à Justiça dos Estados Unidos nesta quarta-feira, 4, a nova prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, na terceira fase da Operação Compliance Zero, deflagrada hoje, conforme documentos obtidos pelo Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado. Também nesta quarta acontece nova audiência para avaliar o pedido do liquidante, a EFB Regimes Especiais de Empresas, para rastrear ativos de Vorcaro nos EUA.

A prisão de banqueiro foi a primeira ação autorizada pelo ministro do STF, André Mendonça, depois que assumiu a relatoria do caso. Ele, aliás, é quem assina a notificação à Justiça americana, na qual informa que o mandado de prisão do banqueiro confirma a evidência de reincidência criminal.

"Mesmo após ser solto, ocorrido em 28/11/2025, a organização criminosa continuou a ocultar recursos bilionários em nome de terceiros", diz o ministro do STF, no documento. Só então a "impressionante quantia" de R$ 2,245 bilhões foi bloqueada, afirma.

O banqueiro já havia ficado preso por 11 dias em novembro do ano passado, quando a primeira fase da Operação Compliance Zero foi deflagrada por ordem da Justiça Federal de Brasília. Depois, sua defesa levou a investigação para o STF, mas o inquérito sofreu ruídos sob a relatoria de Dias Toffoli.

Na tarde desta quarta, está prevista uma audiência, em Fort Lauderdale (Flórida), para avaliar o pedido do liquidante para rastrear ativos do banco e de seu controlador nos EUA. Dezenas de empresas foram convocadas, como galerias de arte, corretoras de imóveis e casas de leilão. O banqueiro entrou com medida contra o pedido, e que também deve ser avaliado na mesma ocasião.

O liquidante do Master está em busca de obras de artes, imóveis e outros ativos valiosos de Vorcaro nos EUA. Entre janeiro e fevereiro, o responsável pela liquidação do banco entrou com pedidos para intimação de ao menos 27 entidades, que incluem corretoras de imóveis, casas de leilões, como as famosas Sotheby's e Christie's, e galerias de arte, como a Mnuchin, Pace Gallery e a Richard Gray Gallery, e bancos como o The Bank of New York (BNY Mellon).

No Brasil, Vorcaro voltou a prisão em meio às investigações da Polícia Federal que acusam o banqueiro de ter cooptado funcionários do Banco Central e pagamento de uma mensalidade a um núcleo de intimidação, incluindo de jornalistas, e obstrução à Justiça.

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