O embaixador do Irã na China, Rahmani Fazli, afirmou nesta terça-feira (12) que os Estados Unidos não conseguirão alterar a posição de Pequim em relação a Teerã por meio de pressões diplomáticas ou econômicas, às vésperas da viagem do presidente americano, Donald Trump, à capital chinesa para encontros com o presidente Xi Jinping.
Em publicação no X, Fazli declarou que as relações entre Irã e China são "tão sólidas" que Washington "não é capaz de mudar as posições de Pequim em relação a Teerã ao pressionar a China".
A declaração ocorre em meio às expectativas de que a guerra envolvendo Irã, Israel e Estados Unidos esteja entre os principais temas da reunião entre Trump e Xi, marcada para quinta-feira (14) em Pequim. O governo americano tem pressionado a China a usar sua influência sobre Teerã para ajudar na reabertura do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de petróleo.
Nos últimos dias, integrantes do governo Trump intensificaram a cobrança sobre Pequim. O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou recentemente que a China "financia o maior patrocinador estatal do terrorismo" ao comprar petróleo iraniano.
Pequim, por sua vez, tem adotado tom crítico às sanções americanas contra empresas chinesas ligadas ao comércio de petróleo iraniano. No início do mês, o Ministério do Comércio da China determinou que companhias chinesas não cumpram as sanções impostas por Washington a refinarias do país acusadas de importar petróleo do Irã.
Na semana passada, o chanceler iraniano Abbas Araghchi visitou Pequim para reuniões com autoridades chinesas, incluindo o ministro das Relações Exteriores, Wang Yi. Em paralelo, porta-vozes do governo iraniano voltaram a criticar a presença militar dos Estados Unidos no Golfo Pérsico, classificada por Teerã como "a única fonte de insegurança" na região.
0 Comentário(s)