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Empresas e consumidores dos EUA arcam com a maior parte do custo das tarifas, diz BCE

Os custos das tarifas do governo norte-americano de Donald Trump recaem principalmente sobre empresas e consumidores dos EUA, e apenas 5% do impacto é "suportado" por companhias estrangeiras, mostra um novo estudo do Banco Central Europeu (BCE). Segundo o estudo, publicado nesta segunda-feira, 30, os custos associados a tarifas mais elevadas são repassados ao longo da cadeia de preços, com os consumidores arcando atualmente com cerca de um terço do ônus tarifário.

A publicação aponta que, se as tarifas permanecerem em vigor por mais tempo, evidências de pesquisas com empresas norte-americanas sugerem que elas repassarão uma parcela maior desses custos aos consumidores.

"No longo prazo, essa parcela poderá subir para mais da metade, à medida que as empresas americanas esgotarem sua capacidade de absorver os custos", detalha o relatório.

O BCE ainda destaca que, se a capacidade de absorção de tarifas pelos exportadores permanecer limitada, isso implicaria que as empresas americanas absorveriam cerca de 40% dos custos das tarifas mais elevadas no longo prazo.

Embora os EUA sejam os mais afetados pelas tarifas impostas pelo próprio governo norte-americano, os exportadores europeus não estão imunes.

O estudo prevê que um aumento de 10% nas tarifas também resultaria em uma queda de 4,3% no volume de importações nas categorias de produtos ainda comercializadas sob tarifas.

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