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Diário de Notícias

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Enxaqueca afeta milhões de brasileiros e impacta rotina e qualidade de vida

A enxaqueca é uma doença neurológica que vai muito além de uma dor de cabeça comum. Caracterizada por crises recorrentes, ela costuma vir acompanhada de náuseas, vômitos e sensibilidade à luz e a sons, podendo comprometer de forma significativa o dia a dia dos pacientes. Em alguns casos, a condição se manifesta com aura, quando surgem alterações visuais e sensoriais antes do início da dor.

Estudos apontam que a enxaqueca está relacionada a um desequilíbrio químico no cérebro, com atividade anormal no córtex cerebral, especialmente na região posterior. A dor pode se concentrar em diferentes áreas da cabeça, como a testa e as têmporas, variando de intensidade conforme cada crise.

Diversos fatores podem desencadear ou agravar os episódios. Entre os mais comuns estão estresse, privação de sono, jejum prolongado, alterações hormonais e mudanças climáticas. A ingestão de certos alimentos, como queijos, vinho tinto, chocolate e café, também é frequentemente associada ao surgimento das crises, assim como o excesso de esforço físico e histórico de traumas cranianos.

A gravidade da enxaqueca varia. Crises leves permitem que a pessoa mantenha suas atividades, enquanto as moderadas já interferem na rotina. Nos quadros graves, o paciente pode ficar totalmente incapacitado, precisando interromper compromissos profissionais e sociais.

Segundo especialistas da Unifesp e da Sociedade Brasileira de Cefaleia, o diagnóstico correto é fundamental para o controle da doença. Embora não tenha cura, a enxaqueca pode ser tratada e monitorada, reduzindo a frequência e a intensidade das crises e melhorando a qualidade de vida de quem convive com o problema.

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