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Um novo relatório internacional revela que a obesidade entre crianças e adolescentes continua crescendo globalmente, elevando o risco de doenças crônicas desde a infância e impactando a expectativa de vida das novas gerações. Especialistas apontam que fatores como alimentação inadequada, sedentarismo e ambientes obesogênicos — onde alimentos ultraprocessados são facilmente acessíveis — contribuem para o avanço do problema nas últimas décadas.
Segundo a pesquisa, em muitos países de renda média e alta, a prevalência de crianças com sobrepeso ou obesidade quase triplicou nas últimas três décadas. Situação semelhante tem sido observada em áreas urbanas de nações em desenvolvimento, onde mudanças no estilo de vida e padrões alimentares aceleraram o aumento de casos.
Os médicos alertam que o excesso de peso na infância está ligado não apenas a problemas físicos, como diabetes tipo 2, hipertensão e dislipidemias, mas também a impactos psicológicos, incluindo baixa autoestima e estigma social. A combinação desses fatores pode comprometer a qualidade de vida e aumentar a demanda por serviços de saúde ao longo do tempo.
Além da atuação familiar, o estudo recomenda políticas públicas que incentivem a alimentação saudável nas escolas, restrinjam a publicidade de alimentos não saudáveis voltada ao público infantil e ampliem espaços seguros para a prática de atividades físicas.
Organizações de saúde reforçam que intervenções precoces, associadas à educação nutricional, podem reverter o quadro em muitos casos. “Interromper a progressão da obesidade desde a infância é essencial para prevenir doenças crônicas no futuro e reduzir os custos com tratamentos de saúde”, declarou um dos especialistas consultados no relatório.
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