As Forças Armadas dos EUA informaram nesta segunda-feira, 2, que destruíram 11 navios de guerra iranianos. "Há dois dias, o regime iraniano tinha 11 navios no Golfo de Omã; hoje, não tem NENHUM", afirmou o Comando Central dos EUA em uma publicação no X.
A declaração surge após uma publicação do presidente Donald Trump no Truth Social na qual ele afirmou que as forças americanas "destruíram e afundaram 9 navios da Marinha iraniana". O presidente disse que iriam "atrás do resto" e que "destruíram grande parte do quartel-general da Marinha".
Também na tarde desta segunda, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, informou que 49 líderes iranianos foram mortos até agora.
"Matar terroristas é bom para a América. 49 dos líderes mais importantes do regime iraniano - incluindo o líder supremo aiatolá Ali Khamenei - já foram eliminados da face da Terra até agora, nos ataques iniciais da Operação Epic Fury", disse Karoline em publicação no X.
Segundo o chefe do Estado-Maior americano, Dan Caine, os Estados Unidos atingiram mais de 1.250 alvos nas primeiras 48 horas do conflito contra o Irã. Os alvos incluem centros de comando e controle, locais de mísseis balísticos, navios e submarinos, bem como locais de mísseis antinavio, de acordo com dados publicados pelo comando militar americano (Centcom).
Ameaças do Irã
A Guarda Revolucionária iraniana disse nesta segunda, que os Estados Unidos que "não estarão a salvo em nenhum lugar do mundo". A declaração foi dada no terceiro dia de uma guerra na qual foi morto o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei.
A Força Quds, unidade de elite militar encarregada das operações exteriores, advertiu, em um comunicado difundido pela TV estatal, que não descansará "até que o inimigo seja derrotado" e que "não estarão mais a salvo em nenhum lugar do mundo, nem mesmo em seus próprios lares".
Mais cedo, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que seu país não permanecerá "em silêncio" após denunciar "ataques" contra uma escola e um hospital, atribuídos a bombardeios israelenses-americanos.
"Os ataques contra os hospitais atentam contra a própria vida. Os ataques contra as escolas atentam contra o futuro da nação (...) O mundo deve condenar esses atos", escreveu Pezeshkian.
"O Irã não permanecerá em silêncio e não cederá diante desses crimes", acrescentou. O Irã afirma que um bombardeio no sábado deixou 168 mortos em uma escola no sul do país, mas nem os Estados Unidos nem Israel confirmaram o ataque, que a AFP não pôde verificar por não ter acesso ao local. Em Teerã, um hospital foi danificado no domingo.
Conflito se espalha
Os Estados Unidos deram indícios na tarde desta segunda de que vão ampliar seu envolvimento militar na guerra contra o Irã. Na Casa Branca, o presidente Donald Trump afirmou que uma grande onda de ataques contra Teerã está por vir. Em uma entrevista separada ao jornal New York Post, o republicano também afirmou que 'não tem medo' de enviar soldados ao Irã.
Em coletiva no Pentágono, o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, e o general Dan Caine, chefe do Estado-Maior as Forças Armadas americanas disseram que ampliarão o número de caças em atuação na Operação Fúria Épica.
Nesta segunda, o conflito se espalhou para outros países da região depois que Israel e a milícia xiita Hezbollah, aliada de Teerã, trocaram ataques. O país persa também lançou bombardeios com drones contra alvos em diversos países da região como o Kuwait, o Catar e a Arábia Saudita.
Ainda nesta segunda, o chefe de Segurança do Irã, Ali Larijani, afirmou que o país não negociará com os Estados Unidos.
"Essa era a nossa chance de atacar e é o que estamos fazendo agora. Esse regime doente e sinistro. Vamos destruir a capacidade de misseis do Irã", afirmou Trump durante uma cerimônia em homenagem aos quatro soldados americanos mortos no conflito.
No Pentágono, Hegseth declarou que os objetivos militares americanos consistem em destruir a capacidade do Irã de lançar ataques balísticos e navais contra israelenses e ativos americanos no Oriente Médio.
Outra meta é destruir definitivamente o programa nuclear persa. No ano passado, os EUA e Israel lançaram ataques aéreos contra centrais nucleares iranianos com o mesmo objetivo, que acabaram não sendo cumpridos.
De quatro a cinco semanas - ou mais
Durante a coletiva, o presidente americano classificou o Irã como "o principal patrocinador do terrorismo no mundo". "Hoje choramos pelos quatro militares que morreram durante a ação. Em sua memória continuamos essa ação, com nossa resiliência para lidar com a ameaça desse regime", acrescentou.
Trump disse ainda estimar que a guerra deve durar de quatro a cinco semanas, mas afirmou que as tropas americanas têm capacidade de lutar por mais tempo. Segundo ele, o planejamento previa até quatro semanas para eliminar a liderança militar iraniana, mas o objetivo foi alcançado "em apenas uma hora".
Segundo o republicano, os EUA vão levar "o tempo que for necessário" para encerrar o conflito, mas que "facilmente" vencerão a guerra.
*Com informações de agências internacionais.
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