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Uma delegação bipartidária do Congresso dos Estados Unidos viajou neste sábado, 17, à Dinamarca e à Groenlândia para tentar tranquilizar autoridades e a população local após declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, que ameaçou impor tarifas a países que não apoiarem uma eventual tomada de controle americano da ilha ártica.
O senador democrata Chris Coons, que lidera a delegação, afirmou em Copenhague que a retórica em torno da Groenlândia vem gerando preocupação em todo o Reino da Dinamarca e disse que o objetivo da missão é reduzir tensões. "Espero que o povo do Reino da Dinamarca não perca a fé no povo americano", afirmou, acrescentando que os EUA respeitam a Dinamarca e a OTAN "por tudo o que fizemos juntos".
As declarações ocorreram antes de manifestações previstas em Copenhague e em Nuuk, capital da Groenlândia, em apoio à ilha semiautônoma. Os comentários do senador contrastam com a posição da Casa Branca. Trump tem defendido repetidamente que os Estados Unidos deveriam controlar a Groenlândia, alegando preocupações de segurança nacional e citando supostos interesses da China e da Rússia na região. A Casa Branca não descartou o uso da força para assumir o território. "Não há ameaças de segurança atuais à Groenlândia", afirmou Coons. Trump, por sua vez, declarou nesta semana que qualquer cenário que não coloque a ilha "em mãos americanas" seria "inaceitável".
Na sexta-feira, durante um evento na Casa Branca sobre saúde rural, Trump disse que poderia usar tarifas como instrumento de pressão. "Posso fazer isso no caso da Groenlândia também", afirmou. "Posso impor tarifas a países se eles não concordarem com a questão da Groenlândia, porque precisamos da Groenlândia para a segurança nacional", disse o presidente. Até então, ele não havia mencionado o uso de tarifas para esse fim.
No início da semana, ministros das Relações Exteriores da Dinamarca e da Groenlândia se reuniram em Washington com o vice-presidente dos EUA, JD Vance, e o secretário de Estado, Marco Rubio. O encontro não resolveu as divergências, mas resultou em um acordo para a criação de um grupo de trabalho, cuja finalidade foi descrita de forma divergente por autoridades dinamarquesas e pela Casa Branca.
Líderes europeus afirmaram que cabe exclusivamente à Dinamarca e à Groenlândia decidir sobre o futuro do território. O governo dinamarquês anunciou nesta semana o reforço de sua presença militar na Groenlândia em coordenação com aliados. "Há poucos aliados melhores para os Estados Unidos do que a Dinamarca", disse Coons. "Se fizermos algo que leve os dinamarqueses a questionar se podem contar conosco como aliado da Otan, por que qualquer outro país confiaria em nossas garantias?", complementou. Fonte: Associated Press.
*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.
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