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Diário de Notícias

DN.

EUA dizem que não se submeterão ao direito internacional e defendem presença na América Latina

O Departamento de Estado dos EUA afirmou nesta quinta-feira, 13, que o país não se submeterá ao direito internacional. A postagem foi feita no X, junto com o vídeo do secretário de Defesa americano, Pete Hegseth, que diz que a "esquerda internacional", juntamente com a mídia de esquerda, está conspirando para afirmar ilegalmente a jurisdição do Tribunal Penal Internacional (TPI) sobre as operações militares dos EUA.

Hegseth pontua que não há base legítima para essa "tomada de poder sem lei" do TPI e encoraja todos os membros da Coalizão das Américas de Combate aos Cartéis (A-Triple-C) a deixar o tribunal da ONU e "rejeitar suas tentativas de roubar a soberania de seus governos e tribunais".

Segundo o departamento, os EUA são "mais seguros, fortes e prósperos" quando os diplomatas americanos são capacitados para defender os interesses nacionais no cenário mundial, e não quando são forçados a adotar "ideologias antiamericanas".

Em consequência, o Departamento de Estado afirmou que está agora descartando uma política da era Biden que orientava o pessoal a promover questões de Diversidade, Equidade e Inclusão (DEI) em sua diplomacia com autoridades e governos estrangeiros. "O Departamento está reformando o Serviço Exterior, encerrando a ideologia DEI, focando nas bases da diplomacia e aprimorando as habilidades práticas que nossos diplomatas precisam para entregar resultados", acrescentou o órgão.

Washington também acusou nesta quinta-feira o Brasil e outros países de "triangular" produtos da China. Na quarta, 12, o embaixador Celso Amorim afirmou que a diplomacia dos EUA mira o Brasil e tenta relativizar a soberania brasileira com o vídeo do Departamento de Estado sobre seu domínio na América do Sul. As críticas do governo Trump ocorrem em meio à aproximação com o novo governo de direita da Colômbia e à entrada do país na A-Triple-C.

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