O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta terça-feira (21) um acordo comercial de reciprocidade com a Jordânia que amplia o acesso de exportadores americanos ao mercado jordaniano e aprofunda a cooperação entre os dois países em temas de segurança econômica, cadeias de suprimentos e investimentos. O pacto complementa o acordo de livre comércio firmado em 2000 entre Washington e Amã e entrará em vigor 60 dias após a conclusão dos trâmites internos de ambos os países.
Segundo a Casa Branca, a Jordânia manterá acesso livre de tarifas para quase todos os produtos dos Estados Unidos e eliminará barreiras não tarifárias, ampliando o acesso para bens agrícolas e veículos americanos. O governo jordaniano também se comprometeu a reforçar a proteção à propriedade intelectual, fortalecer a fiscalização ambiental e trabalhista, proibir a importação de produtos fabricados com trabalho forçado e modernizar procedimentos alfandegários.
O acordo também amplia a cooperação em segurança econômica. A Jordânia passará a coordenar com os EUA medidas relacionadas a controles de exportação, segurança de investimentos, combate à evasão de tarifas e práticas comerciais consideradas desleais por Washington. O texto prevê ainda maior alinhamento em sanções, restrições a tecnologias sensíveis e mecanismos para evitar o transbordo de mercadorias destinadas a contornar tarifas americanas.
De acordo com o comunicado da Casa Branca, o entendimento também inclui compromissos de investimento. A Royal Jordanian Airlines comprará seis aeronaves Boeing 787-9, em um negócio avaliado em US$ 1,4 bilhão, além de contratos de leasing de cerca de US$ 500 milhões. A farmacêutica Hikma Pharmaceuticals investirá US$ 1 bilhão nos Estados Unidos, enquanto empresas jordanianas concordaram em adquirir mais de US$ 300 milhões por ano em matérias-primas americanas. A Casa Branca afirmou que o acordo fortalece a parceria estratégica entre os dois países e beneficia fabricantes, agricultores e produtores dos EUA.
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