Em entrevista para o El Pais, o presidente da França, Emmanuel Macron, disse ter uma abordagem "profissional" com o seu homólogo dos EUA, Donald Trump, e mencionou ser sempre "respeitoso e previsível, mas não fraco". "Nunca insultei os EUA, seu povo ou seus líderes. Mas quando há agressão flagrante, não devemos nos curvar nem tentar chegar a um acordo. Tentamos essa estratégia por meses, e não funciona", acrescentou, ao ressaltar, no entanto, que a Europa precisa se tornar "uma potência", e está "em plena metamorfose".
Diante disso, Macron reforçou que "nada está decidido" em relação à Groenlândia e que há uma discussão em curso com os dinamarqueses, que serão os responsáveis por qualquer decisão. "Não permitiremos que qualquer coerção seja exercida sobre eles", mencionou.
Groenlândia
Segundo ele, a natureza do discurso que foi articulado em relação à Groenlândia e as posições assumidas devem ser dissociadas de uma suposta ameaça geopolítica ao território da Groenlândia. "Que ninguém se engane pensando que a verdadeira intenção dos EUA era simplesmente confrontar uma ameaça geopolítica. Não foram os russos ou os chineses que representaram a ameaça", observou. Macron disse que compilou um levantamento de inteligência sobre o número de navios e submarinos russos e chineses que estavam ao redor da Groenlândia e cuja presença detectou ser "insignificante".
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