0

Diário de Notícias

DN.

Febre amarela: vacinação segue como principal forma de prevenção no Brasil

A vacinação continua sendo a principal estratégia de combate à febre amarela no Brasil, doença infecciosa transmitida por mosquitos e que pode causar complicações graves, incluindo insuficiência hepática, hemorragias e até morte. De acordo com orientações do Ministério da Saúde, a imunização é gratuita e está disponível nos postos de saúde em todo o país.

Segundo as recomendações atuais, a vacina contra a febre amarela deve ser aplicada apenas uma vez na vida, sem necessidade de reforço após dez anos, como era indicado anteriormente. A medida segue orientações adotadas por autoridades sanitárias internacionais e busca ampliar a cobertura vacinal em regiões de risco.

A imunização é indicada para crianças a partir dos 9 meses de idade e adultos de até 59 anos. Já pessoas acima de 60 anos, gestantes, mulheres que estão amamentando e pacientes com HIV/Aids podem receber a vacina somente após avaliação médica, devido às possíveis restrições relacionadas ao estado de saúde.

O Ministério da Saúde também alerta para grupos que não devem receber a vacina. Entre eles estão crianças menores de 9 meses, pessoas com câncer, indivíduos transplantados e pessoas com alergia grave ao ovo. Nestes casos, a contraindicação ocorre porque a vacina é produzida a partir de vírus atenuado, o que pode representar riscos para pacientes imunossuprimidos.

Outro ponto destacado pelas autoridades é o uso da chamada dose fracionada em períodos de campanhas emergenciais. Nesse modelo, a dose padrão de 0,5 ml é reduzida para 0,1 ml, permitindo que uma única vacina seja utilizada em até quatro pessoas. A estratégia já foi adotada pelo governo brasileiro em momentos de aumento da circulação do vírus para ampliar rapidamente a proteção da população.

A transmissão da febre amarela ocorre principalmente em áreas de mata. Macacos infectados servem como hospedeiros do vírus e são picados por mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes. Após carregarem o vírus, os insetos podem transmitir a doença ao picarem seres humanos. Especialistas reforçam que os macacos não transmitem a febre amarela diretamente para as pessoas e são considerados importantes indicadores da circulação viral.

As autoridades de saúde recomendam que pessoas que pretendem viajar para regiões de mata, áreas rurais ou locais com registros da doença procurem um posto de saúde para verificar a situação vacinal antes do deslocamento.

0 Comentário(s)

Faça login para comentar.