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FGV: 78,1% dos trabalhadores se sentem satisfeitos ou muito satisfeitos com o trabalho atual

Quase oito em cada dez trabalhadores, uma fatia de 78,1%, se sentem satisfeitos ou muito satisfeitos com o trabalho atual, segundo dados da Sondagem do Mercado de Trabalho de janeiro, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) nesta sexta-feira, 13.

Essa proporção é a mais elevada desde o início desse quesito na pesquisa, em junho de 2025. Ao mesmo tempo, 6,1% se dizem insatisfeitos ou muito insatisfeitos com o trabalho atual, menor da série histórica. Os demais 15,8% dos respondentes se disseram neutros sobre a questão.

Quanto aos insatisfeitos, o principal motivo citado foi a remuneração baixa (mencionada por 60,5% dos insatisfeitos), seguida por saúde mental (24,8%) e carga horária elevada (21,9%).

"A evolução favorável do mercado de trabalho nos últimos anos parece refletir nos dados sobre satisfação do trabalho, que seguem avançando. A mínima da taxa de desocupação, com melhora concentrada no trabalho formal, e a evolução da renda, são fatores que tendem a influenciar a percepção dos trabalhadores sobre sua ocupação", avaliou Rodolpho Tobler, economista do Ibre/FGV, em nota oficial.

Houve melhora na proporção de pessoas que enxergam a renda atual do trabalho como suficiente para arcar com despesas essenciais, passando de 70,6% em dezembro para 71,8% em janeiro.

"A parcela que ainda se mostra insatisfeita reforça a importância da remuneração para essa percepção. Os primeiros dados de 2026 devem continuar indicando um mercado de trabalho aquecido, mas a tendência para o ano é de desaceleração, acompanhado pelo ritmo mais fraco da atividade econômica. Nesse sentido, a percepção sobre satisfação tende a registrar ritmo semelhante, abaixo do observado em 2025", completou Tobler.

A coleta de dados da Sondagem do Mercado de Trabalho referente ao trimestre encerrado em janeiro ocorreu entre os dias 1 de novembro e 31 de janeiro.

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