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Flávio Bolsonaro reforça intenção de manter candidatura: 'não vou desistir'

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reforçou sua intenção de se candidatar à Presidência mesmo após a repercussão envolvendo as trocas de mensagens com o banqueiro Daniel Vorcaro. Durante discurso em evento na cidade de Sorocaba, no interior paulista, o pré-candidato à Presidência da República disse neste sábado, 16, que "não vai desistir de lutar pelo Brasil".

"Achando que vão me intimidar, achando que vão me calar, eles se esqueceram de uma coisa: aqui tem sangue de Bolsonaro", disse. "Eu não vou desistir de lutar pelo meu Brasil", acrescentou Flávio durante lançamento da pré-candidatura do deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP) ao Senado.

Na quarta-feira, 13, o The Intercept Brasil revelou áudios e mensagens nos quais o senador pede dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro para o filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). As informações fazem parte da extração do conteúdo do primeiro telefone celular do banqueiro apreendido pela Polícia Federal na Operação Compliance Zero.

A notícia instaurou uma crise na pré-campanha de Flávio e repercutiu também no mercado financeiro. No dia da divulgação das mensagens, o Ibovespa fechou com queda de 1,8%, enquanto o dólar ficou acima de R$ 5 pela primeira vez desde abril.

A Polícia Federal (PF) vai investigar se os pagamentos de Vorcaro a pedido de Flávio foram repassados a Eduardo para bancar a estadia do irmão nos Estados Unidos.

Segundo a pesquisa Datafolha divulgada neste sábado, Lula e Flávio Bolsonaro empatam com 45% das intenções de voto em um eventual segundo turno da disputa presidencial. A margem de erro máxima é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

A maioria das entrevistas ocorreu antes da divulgação da reportagem do The Intercept Brasil.

Ao longo de sua fala no evento deste sábado, Flávio também direcionou críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O senador mencionou a substituição do delegado da Polícia Federal que chefiava o inquérito sobre os desvios no INSS e foi responsável por pedir a realização de investigação contra Fábio Luís Lula da Silva, o filho mais velho de Lula, conhecido como Lulinha.

"Vocês acabaram de ver, eles aparelharam até a Polícia Federal. Trocaram o delegado que quebrou o sigilo do Lulinha, que recebia dinheiro do Careca do INSS para tentar manipular as investigações", disse.

O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro também citou o endividamento no País e disse que "a taxa de juros altíssima" é resultado de um "governo irresponsável".

"É, esse percentual altíssimo que fica corrigindo a dívida dos brasileiros, ela fica impagável. Dois Desenrolas em apenas três anos do governo Lula. Somadas, as dívidas de todo mundo dão R$ 500 bilhões. E esse outro Desenrola dele, ele está oferecendo R$ 4,5 bilhões - e ainda por cima, o dinheiro do FGTS da própria pessoa que quer se livrar da dívida", declarou.

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