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FMI corta projeção de crescimento da zona do euro e eleva inflação prevista para 2026

O Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu sua projeção de crescimento para a zona do euro em 2026 e 2027 e elevou a estimativa de inflação para este ano, citando os impactos da guerra no Oriente Médio sobre a atividade econômica e os preços da energia.

Em relatório divulgado nesta quinta-feira, 16, a instituição passou a projetar expansão de 0,9% do Produto Interno Bruto (PIB) do bloco em 2026, abaixo da estimativa pré-guerra de 1,4%, e de 1,2% em 2027, ante previsão anterior de 1,4%. Para a inflação, o FMI elevou a projeção para 2026 de 2,8% para 2,9%, enquanto manteve a estimativa para 2027 em 2,3%.

Segundo o FMI, a guerra enfraqueceu a confiança, apertou as condições financeiras e ampliou as pressões inflacionárias. A instituição alertou que os riscos permanecem inclinados para um cenário de crescimento mais fraco e inflação mais alta, tendo como principal fator de incerteza a extensão das interrupções no mercado global de energia. Também citou como ameaças uma eventual intensificação da guerra na Ucrânia, novas incertezas ligadas a tarifas e políticas comerciais e um possível aumento do estresse financeiro, especialmente se houver um movimento global de aversão ao risco ou tensões em instituições financeiras não bancárias.

O Conselho Executivo do FMI defendeu uma resposta de política econômica "prudente" e "dependente dos dados". Para a política monetária, recomendou manter as expectativas de inflação ancoradas, calibrando as decisões de acordo com a evolução do cenário e reforçando a comunicação diante do elevado nível de incerteza. Na política fiscal, avaliou que a resposta ao choque deve se apoiar principalmente nos estabilizadores automáticos, com medidas discricionárias apenas de forma temporária e direcionada, preservando a sustentabilidade das contas públicas.

O fundo também reiterou que reformas estruturais continuam sendo prioridade para elevar o crescimento potencial da região. Entre as recomendações estão aprofundar o mercado único europeu, fortalecer a integração do mercado de energia, ampliar a segurança energética, avançar na união de poupança e investimentos e preservar um sistema comercial aberto e baseado em regras.

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