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Groenlândia não descarta intervenção militar americana e pede que população esteja preparada

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O primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, disse nesta terça-feira, 20, que uma invasão americana é improvável, mas não pode ser descartada. Ele também apelou à população de cerca de 50 mil pessoas do território que pertence à Dinamarca que se prepare para esse cenário.

"Não é provável que a força militar seja usada, mas isso também não está descartado. Portanto, devemos estar preparados para todas as possibilidades", disse Nielsen. "Enfatizamos que a Groenlândia faz parte da Otan, e, se houver uma escalada, isso também terá consequências para o mundo exterior."

Nielsen também afirmou que a soberania da Groenlândia não está em discussão. "Se observarmos o setor de defesa, podemos ver que há muitos exercícios de países aliados e que há uma crescente tensão no Ártico. E não há dúvida de que precisamos de uma presença militar maior", afirmou. "Mas falar sobre a posse da Groenlândia é inaceitável."

O Pentágono não tem planos prontos para uma possível tomada militar da Groenlândia, disseram duas fontes do Departamento de Defesa. Eles falaram sob condição de anonimato para discutir assuntos operacionais.

Quando questionado em uma entrevista à NBC na segunda-feira se usaria a força para tomar a Groenlândia, Trump não descartou a possibilidade.

Embora os funcionários do Pentágono preparem-se para todos os tipos de contingências militares, eles ainda não receberam ordens para planejar uma invasão da Groenlândia ou as consequências de tal operação, disseram os funcionários.

Entenda a crise da Groenlândia

As ameaças do presidente americano, Donald Trump, de anexar a Groenlândia cresceram nos últimos dias, depois que países europeus enviaram pequenos grupos de soldados à ilha para reforçar sua segurança. No fim de semana, Trump anunciou tarifas de 10% para esses países e tem radicalizado sua retórica em público e nas redes sociais.

Nesta madrugada, ele vazou conversas particulares com líderes europeus nas redes sociais, o que irritou as principais autoridades europeias.

Trump diz que precisa anexar a Groenlândia por questões de segurança que envolvem conter a influência russa e chinesa no Ártico.

Os EUA mantêm desde a 2ª Guerra uma presença militar na ilha e ainda operam a base de Pituffik. Um tratado de 1951 com a Dinamarca prevê que as bases desmobilizadas podem ser reativadas se a Casa Branca assim preferir.

*Com informações da Associated Press.

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