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Diário de Notícias

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Guerra pode afetar montadoras, mas Anfavea ainda não sabe quando e quanto

A direção da Anfavea, entidade que representa as montadoras, monitora e acompanha com preocupação a escalada dos conflitos no Oriente Médio, mas ainda não tem uma avaliação sobre o impacto potencial nos custos e no abastecimento de peças nas fábricas. "A resposta mais simples é, sim, pode nos afetar, não só pelo preço de petróleo e disparada do dólar - influenciando as importações de componentes -, mas também nos custos logísticos de partes e peças que precisamos", comentou o presidente da Anfavea, Igor Calvet, durante a apresentação dos resultados do setor em fevereiro.

Além do impacto nos custos dos materiais e do frete, há preocupação no setor produtivo com atrasos no fornecimento de peças em decorrência de obstruções em rotas de transporte marítimo que dependem, por exemplo, do Estreito de Ormuz e do Canal de Suez.

"Temos conversado com algumas montadoras, mas essa mensuração do impacto não é ainda muito clara. Pode nos afetar, mas não sei quando e quanto", declarou Calvet.

Ele acrescentou que não chegou à Anfavea relatos de interrupção no fornecimento. "Estamos fazendo o monitoramento, mas ainda não temos ideia de quando isso vai acontecer e muito menos do impacto geral no nosso setor, sobretudo em caminhões", finalizou o executivo.

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