Hoje, 5 de maio, o samba brasileiro faz uma pausa para lembrar de quem ajudou a construí-lo. Beth Carvalho veio ao mundo em 5 de maio de 1946, no Rio de Janeiro, para se transformar na "Madrinha do Samba". Ao longo da carreira, foi devota da velha guarda e incentivadora de novas gerações de sambistas.
O legado dela vai muito além do que a maioria das pessoas imagina. Foi ela quem levou Nelson Cavaquinho ao estúdio para gravar "Folhas Secas" e, três anos depois, fez o mesmo com Cartola, lançando "As Rosas Não Falam". Revelou também o grupo Fundo de Quintal, Zeca Pagodinho, Almir Guineto, Arlindo Cruz e Jorge Aragão, entre outros. Sem Beth, boa parte da história do pagode e do samba moderno simplesmente não existiria como conhecemos.
E tem um detalhe curioso que pouca gente sabe: a carreira de Beth teve projeção até fora do planeta. A música "Coisinha do Pai" foi usada pela NASA em 1997 para despertar o robô enviado a Marte. Sim — um samba brasileiro tocou em Marte.
Para marcar a data, o Ecad divulgou um ranking das músicas mais executadas nos últimos cinco anos com sua participação. "Coisinha do Pai" lidera, seguida por "Andança" e "Vou Festejar". No total, Beth deixou um acervo de 1.045 gravações registradas.
As homenagens acontecem hoje em todo o país. A sobrinha Lu Carvalho realiza o show "Beth 80 — Pelo Olhar de Lu Carvalho, a Sobrinha da Madrinha" às 20h no Blue Note Rio, em Copacabana, na data exata do aniversário. Já a Rádio Cultura Brasil preparou uma programação especial ao longo do dia com depoimentos de Zeca Pagodinho, Péricles, Danilo Caymmi e outros grandes nomes do samba.
Beth Carvalho morreu em 30 de abril de 2019, aos 73 anos, na véspera de voltar aos palcos. Sete anos depois, o samba ainda sente a sua falta — e celebra cada nota que ela deixou.
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