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Diário de Notícias

DN.

IA e consumo de eletricidade.

Um relatório da OPEP (a Organização dos Países Exportadores de Petróleo) divulgado em Viena, na Áustria, que traz um dado curioso sobre o impacto ambiental da inteligência artificial: até 2050, a IA pode ser responsável por cerca de 8% de todo o consumo de eletricidade do planeta.

Hoje, os data centers e sistemas de IA respondem por apenas 2% da eletricidade consumida no mundo, o equivalente a 602 terawatts-hora por ano. Segundo a projeção da OPEP, esse número deve saltar para cerca de 4.208 terawatts-hora em 2050, um crescimento de sete vezes em relação aos níveis atuais. Para se ter uma ideia da escala, isso é mais eletricidade do que vários países inteiros consomem hoje juntos.

O motivo é simples: cada pergunta feita a um chatbot, cada imagem gerada por IA e cada vídeo processado em um data center exige um esforço computacional gigantesco, e esses centros de dados precisam funcionar 24 horas por dia, todos os dias, sem parar. No geral, o consumo global de eletricidade deve crescer mais de 85% até a metade do século, superando 50.500 terawatts-hora.

O ponto mais curioso é o que esse apetite energético está provocando nos bastidores. Nos Estados Unidos, a demanda de eletricidade dos data centers já está crescendo mais rápido do que a capacidade das redes elétricas de acompanhar. Isso está empurrando gigantes da tecnologia para soluções pouco convencionais: Amazon, Google, Microsoft e Meta já fecharam acordos relacionados a energia nuclear, incluindo pequenos reatores modulares (os chamados SMRs), justamente porque as fontes renováveis, apesar de mais limpas, têm produção variável e não garantem o fornecimento contínuo que esses centros de dados exigem.

Ou seja: a corrida pela inteligência artificial está, de forma indireta, dando um novo fôlego à energia nuclear no mundo.




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