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Diário de Notícias

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Ibovespa cai mais de 1% com Petrobras, bancos e cautela no exterior

O Ibovespa aprofundou as perdas após a abertura nesta quinta-feira, 7, pressionado principalmente pelas quedas das ações da Petrobras, dos bancos e da Vale. O petróleo segue em queda próxima de 4%, enquanto as bolsas em Nova York operam sem direção única.

Na quarta-feira, 6, o Ibovespa fechou com alta de 0,50%, a 187.690,86 pontos, com giro a R$ 29,2 bilhões.

Nesta quinta-feira, por volta das 12 horas, o índice operava com queda de 1,76%, a 184.469 pontos, com mínima a 183.801 e máxima de 187.779 pontos.

No cenário doméstico, investidores acompanham o encontro entre o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e o presidente dos EUA, Donald Trump, em Washington.

A reunião deve tratar de comércio bilateral, minerais críticos, segurança pública e combate ao crime organizado, em meio à preocupação do governo brasileiro com a possibilidade de os EUA classificarem PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas.

Segundo Bruna Sene, analista de renda variável da Rico, os desdobramentos do encontro podem influenciar o humor dos investidores ao longo do pregão.

Investidores também acompanham a repercussão da 5ª fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que passou a mirar o núcleo político da investigação envolvendo o Banco Master e o banqueiro Daniel Vorcaro.

A operação teve como alvo o senador Ciro Nogueira (PP-PI), em meio a suspeitas de favorecimento legislativo ao banco, o que reforçou a cautela local.

Além da agenda política, os investidores repercutem uma bateria de balanços corporativos, com destaque para o resultado do Bradesco. O banco registrou lucro recorrente de R$ 6,81 bilhões no primeiro trimestre, alta de 16,1% em um ano.

Em teleconferência, o diretor de relações com investidores, André Carvalho, afirmou que a instituição adotou postura mais cautelosa diante da deterioração do cenário macroeconômico e geopolítico. Ainda assim, destacou que o banco entregou o nono trimestre consecutivo de crescimento do lucro e manteve avanço das receitas.

A temporada de balanços segue intensa e tende a movimentar setores específicos da bolsa. Entre os resultados já divulgados, investidores acompanham números de Ultrapar, Vibra Energia, Rede D'Or, Totvs e Minerva Foods. Após o fechamento, ainda são esperados os balanços da B3, Sabesp, Lojas Renner, Magazine Luiza e Localiza, entre outros.

Entre os indicadores domésticos, a produção industrial subiu 0,1% em março ante fevereiro, segundo o IBGE, acima das expectativas colhidas pelo Projeções Broadcast. Na comparação anual, a alta foi de 4,3%, também acima das projeções. Já o IVAR, da FGV, mostrou aceleração dos aluguéis residenciais em abril, com avanço de 0,52%, após alta de 0,40% em março.

Apesar do tom mais favorável no exterior, Sene avalia que os ativos ainda seguem sujeitos à volatilidade. "A queda do petróleo tende a pressionar as ações das petroleiras, que têm peso relevante no índice, e a falta de uma solução definitiva para o conflito segue adicionando volatilidade aos mercados", afirma.

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