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Ibovespa cai por cautela no caso Master, apesar de estabilidade em Nova York

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Após fechar na segunda melhor marca na terça-feira, 6, o Ibovespa cai nesta quarta-feira, 7, corrigindo parte das últimas duas altas. A queda destoa da estabilidade das bolsas de Nova York, após a pesquisa ADP de emprego no setor privado reforçar desaceleração do mercado de trabalho nos EUA em dezembro. Também vai na contramão da alta de 4,0% do minério de ferro hoje, em Dalian, na China. Já o petróleo tem recuo moderado.

O ajuste do Ibovespa ocorre em meio à falta de novos catalisadores, diante do esvaziamento da agenda de indicadores hoje no Brasil.

"Na ausência de dados, corrige. Se houver melhora lá fora, pode ser que aqui acompanhe. Até que saia algum vetor, o índice pode subir um pouquinho e depois corrigir...", diz Matheus Spiess, analista da Empiricus Research.

Além disso, o caso do Banco Master gera cautela no mercado financeiro. Instituições e autoridades envolvidas na liquidação do Master foram alvo de uma série de ataques nas redes sociais pouco antes da virada do ano.

Ao mesmo tempo o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, teriam demonstrado preocupação nos bastidores com a atuação do Tribunal de Contas da União (TCU) no caso da liquidação do Banco Master.

"O caso do Master é muito ruim porque interfere nas atribuições do Banco Central. Dependendo do que ocorrer, pode colocar em dúvida a segurança do Fundo Garantidor de Créditos. Podemos ver um aumento do custo para pequenos e médios bancos", estima Bruno Takeo, estrategista da Potenza Capital.

Tão pouco anima o principal indicador da B3 o avanço do minério de ferro. Conforme Takeo, pode ser que o mercado não veja essa alta da commodity como um movimento sustentável. Tem um fator técnico nessa questão, o estoque na China sobe na véspera do ano novo chinês. Então, pode ser que tenha correção depois que passar essa pressão compradora", estima.

Um dos dados esperado para hoje no exterior, a pesquisa ADP mostrou a criação de 41 mil empregos em dezembro no setor privado dos EUA. A expectativa de analistas era de geração de 48 mil postos de trabalho. Além disso, o resultado de novembro foi revisado de corte de 32 mil vagas para retração de 29 mil.

"O resultado da ADP de dezembro veio levemente abaixo do esperado. Logo mais (12h) teremos o relatório Jolts com foco foca na demanda por mão de obra. Os dados devem pavimentar o caminho para o payroll relatório oficial de emprego dos EUA, que sairá na sexta-feira", completa Spiess, acrescentando que uma menor geração de postos de trabalho cria a expectativa de mais cortes de juros nos EUA em 2026. Para janeiro, espera-se, por ora, uma pausa.

Ainda, os mercados continuam monitorando a crise entre Venezuela e Estados Unidos, além de acompanharem as persistentes ameaças do presidente dos EUA, Donald Trump, de anexar a Groenlândia.

Após desvalorização de 1,5% mais cedo, o petróleo Brent cai perto de 0,50%, em meio à declaração do presidente Donald Trump de que "autoridades interinas da Venezuela vão entregar entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo aos EUA".

Ontem, o Ibovespa fechou em alta de 1,11%, aos 163.663,88 pontos, no segundo maior nível de fechamento da história. O movimento ocorreu mesmo com algumas celeumas entre Venezuela e EUA/Groenlândia, ressalta Alvaro Bandeira, coordenador de Economia da Apimec Brasil.

Segundo Bandeira, seria positivo se o Índice Bovespa retomasse o nível dos 165 mil pontos, no sentido de engatar expansão. "Para que isso ocorra, é preciso ter maior fluxo de recursos, principalmente de estrangeiros", sugere.

Às 11h20, o Ibovespa caía 0,70%, aos 162.512,72 pontos, ante recuo de 0,80%, na mínima de 162.348,12 pontos, vindo de abertura na máxima em 163.660,52 pontos, com variação zero.

Entre os grandes bancos, Unit de Santander cedia 1,56%; BB caía 1,222%; Itaú Unibanco, -1,13%, e Bradesco perdia entre 1,05% (PN) e 0,93% (ON). Vale caía 0,20% e Petrobrás subia entre 0,34% (PN) e 0,13% (ON).

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