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Diário de Notícias

DN.

Ibovespa minimiza perdas em NY e sobe 1% com Petrobras e bancos

O Índice Bovespa enfrentou alguma instabilidade na primeira hora de negociação, mas aponta para se firmar em alta na manhã desta terça-feira. O comportamento acontece graças ao bom desempenho das ações da Petrobras e dos papéis do segmento financeiro, bloco de maior peso na composição do índice.

De acordo com Matheus Spiess, analista da Empiricus, o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre (0,5%) um pouco acima do esperado confundiu os analistas em um primeiro momento, o que gerou temor de redução do espaço para a continuidade dos cortes de juros. "Mas uma segunda leitura mostrou que a alta esteve bastante concentrada no agro e que, sem ele, o PIB teria ficado perto da estabilidade", afirma.

Com isso, as apostas em pelo menos mais um corte de juros este ano voltaram a ganhar fôlego.

Ainda no cenário doméstico, o mercado segue repercutindo a queda na diferença entre os candidatos à Presidência da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) como uma chance maior de ajuste fiscal a partir do próximo ano, o que abriria espaço para a continuidade do afrouxamento monetário.

No mercado internacional, a guerra entre Estados Unidos e Irã mantém o petróleo em alta superior a 2%, o que alavanca as ações da Petrobras.

Para Spiess, o endereçamento de uma política fiscal mais rigorosa poderia, em parte, reduzir efeitos negativos vindos do mercado internacional, como acontece hoje, dia de baixas em Wall Street.

Às 10h53, o Ibovespa tinha alta de 1,05%, aos 179.289,98 pontos.

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