O clima um pouco menos adverso nos mercados internacionais reverbera no Ibovespa no início do pregão desta terça-feira, 10, de agenda com poucas divulgações de indicadores. Após subir 0,51%, na máxima aos 181.845,91 pontos, o principal indicador da B3 virou para o negativo após as 11 horas, com recuo moderado, diante da piora das Bolsas de Nova York. Assim, perdia a marca de 181 mil pontos.
A perspectiva de que a guerra no Oriente Médio pode terminar em breve e o avanço de 0,26% do minério de ferro em Dalian, na China estão no radar de investidores. Ontem, o Ibovespa subiu 0,86%, aos 180.915,36 pontos.
Diante de afirmações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre um desfecho rápido do conflito geopolítico do país e de Israel contra o Irã, as bolsas europeias sobem e os índices de ações norte-americanos têm quedas ainda moderadas. "O mercado ficou bem animado com isso", afirma Bruno Takeo, estrategista da Potenza Capital.
O petróleo Brent cai pouco mais de 7%, para US$ 87,70, após disparar 30% na madrugada de ontem, para perto de US$ 120 o barril. O recuo pressiona para baixo as ações da Petrobras e de outras ligadas ao setor petroleiro na B3, limitando a alta do Ibovespa.
Segundo Diego Faust, operador de renda variável da Manchester Investimentos, se o conflito for resolvido logo, as preocupações mundiais em relação aos efeitos da guerra tendem a diminuir. "Se houver algo que freie isso, se isso for solucionado, a situação pode se resolver rapidamente", diz.
O operador completa que o recuo hoje do índice DXY do dólar - que acompanha as flutuações da moeda americana em relação a outras seis divisas relevantes - indica um movimento mais clássico, de que o mercado não irá se estressar após o noticiário do fim de semana, como por exemplo, a escolha do aiatolá Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei, como novo líder supremo do Irã.
Em meio a poucas divulgações hoje, destaque à balança comercial chinesa. As exportações do país cresceram 21,8% no primeiro bimestre de 2026, na comparação com igual período de 2025. O resultado ficou acima da expectativa de analistas, de alta de 9,3% das exportações.
Nos EUA, hoje saem dados sobre o setor de moradias e, no Brasil, foi publicado o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M).
De acordo com a Fundação Getulio Vargas (FGV), o IGP-M caiu 0,19% na primeira prévia de março, após recuo de 0,49% em igual leitura de fevereiro.
Ontem, Trump afirmou que o conflito com o Irã pode chegar ao fim em breve. Ainda disse que deu indicações de que se aproximou do líder russo, Vladimir Putin - que, de acordo com republicano, "quer ser útil" em relação ao conflito no Irã, e com quem teria tido uma ligação telefônica "muito positiva." No entanto, nesta terça-feira o secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, disse que os ataques americanos contra o Irã hoje serão os mais intensos desde o início da guerra.
"O mercado vai continuar monitorando os preços do petróleo, tateando as informações sobre o conflito. Difícil cravar qualquer cenário", diz Faust, da Manchester.
Às 11h13, o Ibovespa caía 0,12%, na mínima aos 180.692,83 pontos, ante abertura em 180.921,37 pontos, com variação zero.
Petrobras acentuava queda (-1,76%/PN e -1,13%/ON), na esteira do petróleo. Já Vale subia 0,77%, assim como ações de grandes bancos, com alta de até 1,30% (Santander).
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