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Diário de Notícias

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Ibovespa tem recuperação de 1,35% e retoma os 188 mil, com Petrobras e bancos

Após três sessões no campo negativo, o Ibovespa teve um dia de recuperação, de volta à linha dos 188 mil pontos. Em alta de 1,35% no fechamento, aos 188.534,42 pontos, o índice da B3 contou nesta quinta, 19, com forte apoio de Petrobras (ON +2,62%, PN +1,67%), em linha com o petróleo, e também dos bancos - destaque para BB (ON +2,48%) e Bradesco (ON +1,83%, PN +2,01%) - que, em conjunto, mais do que compensaram o efeito, em geral, negativo do setor metálico.

As ações de Vale viraram ao fim (ON +0,20%), mas as de siderúrgicas mostraram perdas de até 1,58% (Usiminas PNA), dando prosseguimento à correção do dia anterior, ainda sem a referência do minério de ferro negociado em Dalian em meio ao longo feriado do Ano-Novo Lunar na China.

Entre a mínima e a máxima desta quinta-feira, o Ibovespa oscilou dos 185.927,99 até os 188.687,12 pontos, tendo saído de abertura aos 186.020,39 pontos. O giro financeiro ficou em R$ 29,0 bilhões, após ter se aproximado de R$ 90 bilhões ontem com o vencimento de opções sobre o índice. Na semana, em duas sessões, o Ibovespa acumula ganho de 1,11%, colocando o do mês a 3,95% e o do ano a 17,01%.

Na ponta ganhadora, Axia (PNB +6,94%, PNC +5,10%) e Hapvida (+6,62%). No lado oposto, Pão de Açúcar (-9,82%), Raízen (-7,46%) e WEG (-3,78%).

"O mercado brasileiro descolou do exterior nesta quinta-feira. Enquanto bolsas europeias fecharam em queda e os índices de Nova York operaram também no negativo, pressionados pela escalada da tensão geopolítica entre Estados Unidos e Irã e por balanços corporativos abaixo do esperado na Europa, como os de Airbus e Rio Tinto, o Ibovespa avançou mais de 1% sustentado por fatores domésticos", diz Luiz Ormeneze, sócio da Manchester Investimentos.

Na agenda doméstica, ele destaca, como principal vetor do dia, a divulgação do IBC-Br, prévia do PIB, que mostrou retração, na margem, de apenas 0,18% em dezembro, leitura melhor que a esperada pelo consenso de mercado, de -0,4%. "O dado reforça a percepção de resiliência da atividade econômica, especialmente puxada pelo agronegócio (+13,05%), mesmo com juros ainda elevados", diz.

"Embora com recuo inferior ao que se esperava para a leitura mensal, o IBC-Br trouxe composição que reforçou, principalmente, a desaceleração no setor de serviços", diz Bruno Perri, economista-chefe, estrategista e sócio-fundador da Forum Investimentos. "Por outro lado, o fluxo estrangeiro ainda é forte para a B3, beneficiando sobretudo a Petrobras, que surfa também a alta nas cotações do petróleo", acrescenta o estrategista, destacando também as ações de bancos e outras blue chips que "formam a preferência dos investidores institucionais do exterior".

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