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Diário de Notícias

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Infecções sexualmente transmissíveis seguem como desafio de saúde pública no Brasil

As infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) continuam sendo uma preocupação crescente para autoridades de saúde em todo o mundo. Esses problemas são causados por vírus, bactérias ou protozoários transmitidos principalmente durante relações sexuais sem proteção. Em muitos casos, as infecções afetam diretamente os órgãos genitais masculinos e femininos, mas também podem atingir regiões como o reto e a garganta, dependendo do tipo de contato.

Entre as doenças mais conhecidas estão a clamídia, a gonorreia, a tricomoníase e a sífilis, todas com formas distintas de transmissão, sintomas e tratamento. A clamídia é provocada por uma bactéria e, frequentemente, não apresenta sintomas. Quando surgem sinais da infecção, eles podem incluir corrimento amarelado ou claro, ardor ao urinar e dor durante a relação sexual.

A gonorreia, também de origem bacteriana, costuma provocar dor ou ardência ao urinar, inflamação na uretra e secreção com presença de pus, sintomas mais comuns em homens. Já a tricomoníase é causada por um protozoário e pode gerar coceira, vermelhidão, dor ao urinar e inflamações na região genital.

A sífilis, uma das ISTs mais preocupantes, também é transmitida por bactéria e evolui em diferentes estágios. Os primeiros sinais costumam incluir feridas no órgão genital ou manchas pelo corpo. Quando não tratada adequadamente, a doença pode evoluir para formas graves e até levar à morte.

Dados da Organização Mundial da Saúde indicam que uma em cada 25 pessoas no mundo convive com pelo menos uma infecção sexualmente transmissível. No Brasil, estimativas apontam que cerca de 1 milhão de pessoas contraíram algum tipo de IST apenas em 2024, reforçando o alerta para a importância da prevenção.

Especialistas destacam que o uso de preservativos, a realização de exames periódicos e o diagnóstico precoce são medidas fundamentais para reduzir a transmissão dessas doenças. Campanhas de informação e educação sexual também são consideradas essenciais para ampliar a conscientização e incentivar a população a buscar tratamento adequado.

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