O avanço da inteligência artificial nas empresas brasileiras ganhou novo destaque nesta quinta-feira (20), à medida que ferramentas de IA generativa passam a integrar atividades que vão da produção de conteúdo ao atendimento e à análise de dados. A adoção acelerada, porém, também aumenta a preocupação com custos inesperados, segurança das informações e necessidade de profissionais preparados para utilizar a tecnologia.
Rafael Nasser, CEO da WPP Production Brasil, relatou que uma experiência envolvendo ferramentas de inteligência artificial chegou a consumir cerca de US$ 5 mil em apenas uma hora. Segundo o executivo, alterações solicitadas em tempo real durante processos de produção podem elevar rapidamente o consumo de tokens e, consequentemente, o custo das plataformas utilizadas pelas empresas.
Além da questão financeira, a proteção de dados tornou-se um dos principais pontos de atenção. Informações estratégicas, documentos internos e materiais confidenciais inseridos em ferramentas públicas podem representar riscos para organizações. Para reduzir essa exposição, grandes empresas vêm desenvolvendo ambientes próprios ou adotando sistemas corporativos com maior controle sobre os dados utilizados pelos modelos.
A inteligência artificial, por outro lado, já apresenta potencial para acelerar diferentes etapas de produção e reduzir despesas. Nasser estima que determinados processos possam registrar economia de até 50% com a automação, embora destaque que a participação humana continua fundamental em áreas como estratégia, criatividade, supervisão e curadoria dos resultados gerados pelas máquinas.
O movimento acompanha uma transformação mais ampla no mercado de tecnologia em 2026. Sistemas de inteligência artificial deixaram de atuar apenas como ferramentas capazes de produzir textos e imagens e passaram a executar tarefas mais complexas, criando uma nova geração de agentes digitais integrados às operações das empresas.
Para o mercado brasileiro, o desafio agora é equilibrar produtividade e inovação com governança, segurança e controle de custos. À medida que a inteligência artificial se torna parte da rotina corporativa, empresas que antes discutiam se deveriam adotar a tecnologia passam a concentrar esforços em definir como utilizá-la de maneira eficiente e segura.
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