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Juro médio no crédito livre sobe a 49,8% em junho, de 49,3% em maio, afirma BC

A taxa média de juros no crédito livre subiu de 49,3% (revisado, de 49,5%) em maio para 49,8% em junho, informou o Banco Central nesta quinta-feira, 30. Em junho de 2025, a taxa era de 46,1%.

O juro médio do crédito livre para pessoas físicas subiu de 62,8% para 64,0%. A taxa cobrada das empresas oscilou de 24,9% (revisado, de 25,2%) em maio de 2026 para 24,4%.

A taxa do cheque especial avançou de 137,3% (revisado, de 138,3%) para 139,8%. O juro médio do crédito pessoal sem consignação passou de 120,3% (revisado, de 120,4%) em maio para 127,3% em junho. A taxa média do crédito pessoal consignado subiu de 27,9% (revisado, de 28,0%) para 28,3%.

O juro médio no crédito para aquisição de veículos passou de 26,3% para 26,4%.

A taxa média no crédito total, que inclui operações livres e direcionadas (com recursos da poupança e do BNDES), oscilou de 33,2% (revisado, de 33,4%) para 33,4%. Em junho de 2025, estava em 32,3%.

O Indicador de Custo de Crédito (ICC) passou de 24,2% (revisado, de 24,3%) para 24,3%. O índice mostra o volume de juros pagos, em reais, por consumidores e empresas no mês, considerando todo o estoque de operações, dividido pelo próprio estoque. Na prática, reflete a taxa de juros média efetivamente paga pelo brasileiro nas operações de crédito contratadas no passado e ainda em andamento.

BNDES

O saldo de financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para empresas aumentou 0,8% em junho, na comparação com maio, informou o Banco Central. Em 12 meses, o estoque cresce 11,4%.

As linhas de financiamento agroindustrial do BNDES tiveram alta de 0,5%. O financiamento de investimentos cresceu 0,5%. O crédito para capital de giro cedeu 0,1%.

Spread médio no crédito livre

O spread médio em operações de crédito livre subiu de 35,6 pontos porcentuais (revisado, de 35,8 pontos) em maio de 2026 para 35,8 pontos em junho de 2026, informou o BC. A métrica representa a diferença entre o custo de captação de recursos pelos bancos e o que é efetivamente cobrado dos clientes finais.

O spread médio no segmento de pessoa física oscilou de 48,8 pontos para 49,6. Nas operações de empresas, passou de 11,8 pontos (revisado , de 12,1 pontos) para 11,1.

O spread médio do crédito direcionado, com recursos da poupança e BNDES, passou de 4,1 pontos (revisado, de 4,0 pontos) em maio de 2026 para 4,0 pontos em junho de 2026. O spread do crédito total, que inclui livre e direcionado, seguiu em 21,9 pontos. O resultado de maio foi revisado, de 22,1 pontos.

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