A Justiça italiana concluiu nesta quinta-feira, 12, o julgamento sobre a extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), presa em Roma, na Itália. A análise do caso ocorreu na Corte de Apelação de Roma. O resultado sairá nas próximas semanas.
O julgamento não encerra o processo. Após a divulgação do resultado, a defesa de Zambelli ainda poderá recorrer à Corte de Cassação, instância mais alta do Judiciário italiano.
Após essa fase, o Ministério da Justiça da Itália decidirá se autoriza a extradição.
Condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), Zambelli teve sua extradição pedida à Itália após ter deixado o Brasil, o que levou à sua prisão pela polícia italiana. Agora, porém, cabe às autoridades judiciais do país europeu abrir e concluir o procedimento que definirá se a extradição será ou não autorizada, especialmente porque a ex-parlamentar também possui cidadania italiana.
Segundo apuração do Estadão junto a investigadores, Zambelli foi localizada pelo adido da Polícia Federal em Roma, que atua na embaixada brasileira, em conjunto com autoridades italianas. A prisão ocorreu no mesmo dia da publicação de Bonelli. Desde então, a ex-deputada permanece detida na capital italiana.
No Brasil, Zambelli foi condenada duas vezes pelo STF. Na primeira ação, recebeu pena de dez anos de prisão por invasão de sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e falsidade ideológica, em conluio com o hacker Walter Delgatti Neto. Ele afirmou ter sido contratado por ela para inserir documentos falsos no sistema do CNJ, incluindo um falso mandado de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes.
Após essa condenação, Zambelli deixou o País e acabou presa na Itália em operação conjunta da Polícia Federal com autoridades locais.
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