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Leila relembra racha com o Flamengo na Libra: 'Quis falar o que é melhor pro futebol'

Leila Pereira revelou bastidores do 'racha' com o Flamengo na consolidação da Liga do Futebol Brasileiro (Libra). Em entrevista à jornalista Andréia Sadi no G1, ela contou que enxergou o clube rubro-negro querendo 'ditar' o que seria melhor para o esporte e que sentiu certa decepção pelo o que achava que o grupo poderia ter sido.

Fundada com o objetivo de modernizar e profissionalizar a gestão do futebol nacional, a liga tinha, inicialmente, a presença do time carioca do Palmeiras, representado pela dirigente, duas instituições que sempre travam brigas nos bastidores. O alviverde, porém, anunciou sua saída em maio, após discordâncias.

Segundo Leila Pereira, a intenção da Libra era de "valorizar o produto" do Campeonato Brasileiro e suas divisões, mas o desfecho foi inesperado. "Eu tinha essa ilusão de que os clubes poderiam se unir para administrarmos. Imaginávamos que poderíamos conversar de uma forma onde todos pensassem juntos, mas o negócio não andou", disse.

A presidente do Palmeiras ressaltou que a criação da Liga Forte União (LFU) foi "até interessante" nas negociações de transmissões, o que resultou no modus operandi dos dias atuais, em que os veículos discutem com os grupos tanto as veiculações quanto os pagamentos pelos direitos.

O ponto de virada, segundo ela, foi a postura de Luiz Eduardo Baptista, o Bap, quando foi empossado como presidente do Flamengo no final de 2024. "Ficou um negócio muito complicado, eles querendo rediscutir um contrato que já foi assinado, entraram com ação na Justiça, eu não gostei daquilo."

"Eu pensei: 'o Palmeiras não vai ser espectador de um clube ficar falando o que é melhor para o futebol brasileiro'; então, achamos melhor sair da Libra", relembra Leila. "A rivalidade que eu quero ter é dentro de campo, pois são dois grandes clubes. Essa rivalidade para ter hegemonia no futebol, não é minha pretensão."

Leila Pereira também foi questionada sobre a permanência de Abel Ferreira, que passou por momentos turbulentos no final da última temporada e começo da atual, com as perdas do Brasileirão e da Libertadores para o próprio Flamengo. Ela defendeu tanto o português quanto Anderson Barros, que passou pelos mesmos questionamentos.

"São muito competentes e isso quem diz é a história", reforçou. "Eu não conheço quem vença sempre, o torcedor é nosso maior patrimônio, mas quer vencer sempre e eu não posso entrar nessa. Perdi um campeonato, tem que demitir o treinador? Não vou", continuou a presidente do Palmeiras.

"Ser vice não é uma derrota, porque eu cheguei lá. Eu vejo o trabalho, direto, o comprometimento desses profissionais e a gente chegando. Não quero parecer melhor pro meu torcedor: 'Olha, vocês pediram para demitir, eu demiti'. Em hipótese nenhuma", concluiu Leila Pereira.

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