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Líderes europeus condenaram a repressão violenta contra manifestantes no Irã, que ocorre desde o fim de dezembro, e pediram o respeito aos direitos humanos e às liberdades fundamentais no país. Segundo a ONG Iran Human Rights, com sede na Noruega, ao menos 648 pessoas morreram desde 28 de dezembro, quando começaram os protestos contra o governo iraniano.
O secretário-geral do Conselho da Europa, Alain Berset, afirmou que a "repressão mortal" aos protestos e o bloqueio da internet colocam em risco a estabilidade regional e global. Em publicação nas redes sociais, disse ter convocado uma reunião com embaixadores de países vizinhos membros do Conselho da Europa para discutir medidas que evitem uma escalada do conflito e garantam o respeito ao direito internacional e à Carta da ONU.
O presidente da França, Emmanuel Macron, também se posicionou contra a repressão. Ele condenou a "violência estatal" que atinge mulheres e homens iranianos que exigem respeito a seus direitos e afirmou que a defesa das liberdades fundamentais é um princípio universal.
O primeiro-ministro da Holanda, Dick Schoof, afirmou que o regime iraniano "reprime severamente todas as formas de protesto" e destacou que "muitas pessoas foram mortas". Ele disse que os manifestantes merecem apoio internacional e instou o governo iraniano a cessar a violência, libertar os detidos injustamente e restaurar o acesso à internet.
Na mesma linha, o primeiro-ministro da Noruega, Jonas Gahr Støre, declarou estar "profundamente preocupado" com a situação no Irã e condenou o uso "grave e desproporcional" da força. Segundo ele, as autoridades iranianas não podem ignorar a demanda da população por direitos humanos básicos, e uma nova escalada da violência seria perigosa.
O Ministério das Relações Exteriores da Suíça informou acompanhar com "grande preocupação" o número de detenções e mortes relacionadas aos protestos e apelou para que as autoridades iranianas ponham fim à violência contra manifestantes e garantam direitos humanos e liberdades fundamentais. Em nota semelhante, Portugal condenou "veementemente" a violência, que, segundo a Pasta, já provocou centenas de mortes, e manifestou solidariedade ao povo iraniano.
O primeiro-ministro da Irlanda, Micheál Martin, também condenou a repressão no país. Em comunicado, ele afirmou repudiar "a supressão brutal e violenta" dos protestos, que deixou centenas de civis mortos nos últimos dias. Martin disse que o povo iraniano tem direito fundamental ao protesto pacífico e à liberdade de expressão e defendeu o fim imediato da violência, da restrição a liberdades básicas e o início do diálogo por parte das autoridades de Teerã.
Os protestos no Irã começaram no fim de dezembro, inicialmente motivados por uma crise econômica, e se ampliaram com manifestações contra o regime da República Islâmica. Apesar do bloqueio da internet e de ameaças de repressão, atos continuaram em Teerã e em outras grandes cidades. O líder supremo iraniano, Ali Khamenei, afirmou que o governo não recuará e classificou os manifestantes como vândalos.
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