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Líderes europeus defendem navegação livre em Ormuz enquanto planejam missão naval internacional

A União Europeia e líderes europeus defenderam a manutenção da livre navegação no Estreito de Ormuz após a reabertura da rota para navios comerciais, destacando que qualquer restrição ou cobrança de tarifas é incompatível com o direito internacional.

A chefe de política externa da UE, Kaja Kallas, afirmou que a passagem por vias como Ormuz deve permanecer "aberta e gratuita" e alertou que qualquer esquema de cobrança criaria um "precedente perigoso" para rotas marítimas globais. Segundo ela, o Irã deve abandonar planos de taxar o fluxo.

Kallas acrescentou que a Europa pode ampliar rapidamente sua atuação naval na região, citando a missão Aspides, já em operação no Mar Vermelho, como base para proteger o transporte marítimo.

O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, classificou como positiva a reabertura do estreito, mas ressaltou que a solução precisa ser "duradoura e viável", sem pedágios ou restrições. Ele afirmou que Reino Unido, França e parceiros internacionais avançam em um plano conjunto para garantir a liberdade de navegação.

Em reunião com cerca de 50 países e organizações, o presidente francês, Emmanuel Macron, defendeu a reabertura "total, imediata e incondicional" do Estreito de Ormuz por todas as partes envolvidas. O encontro, realizado em Paris, reuniu líderes europeus e representantes de potências globais, incluindo Alemanha, Itália, Canadá, Austrália, além de China e Índia por videoconferência, em um esforço coordenado para reduzir os riscos à segurança energética global.

França e Reino Unido lideram a articulação de uma missão internacional voltada à proteção da navegação, descrita como "neutra" e separada dos beligerantes. Segundo autoridades, a iniciativa pode incluir escoltas a embarcações comerciais, operações de desminagem, compartilhamento de inteligência e coordenação com países costeiros.

O plano prevê avanço rápido na preparação, com reuniões técnicas entre planejadores militares já agendadas para os próximos dias, enquanto mais de uma dezena de países sinalizaram disposição de contribuir com meios navais e logísticos.

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