O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse que acredita que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não tentará interferir nas eleições brasileiras em outubro, mas descartou qualquer possibilidade de pedir seu apoio para a reeleição. "Não existe nenhuma possibilidade de eu discutir esse assunto com qualquer presidente de qualquer país do mundo. Isso é um assunto brasileiro", destacou Lula em entrevista coletiva de imprensa nesta quinta-feira, 7, após reunião com Trump em Washington.
Lula disse que tem uma relação "sincera" com o presidente americano e que a relação dos dois "evoluiu muito" desde o primeiro encontro que tiveram - um diálogo de 29 segundos na Assembleia-Geral da ONU no ano passado classificado por Lula como "amor à primeira vista".
"Eu tenho razões para acreditar que Trump gosta do Brasil e, por isso, eu quero que ele saiba que nós, brasileiros, temos interesse em fazer os melhores acordos com os EUA. E eu acho que, sinceramente, ele não vá ter qualquer influência nas eleições brasileiras, porque quem vota é o povo brasileiro e eu acho que ele vai se comportar como presidente dos EUA, deixando o povo brasileiro decidir o seu destino", afirmou Lula.
O presidente ainda disse que, se Trump tentou interferir nas eleições de 2022, quando Lula foi eleito para seu terceiro mandato, "ele perdeu". "Se Trump tentou interferir nas eleições brasileiras, ele perdeu, porque eu ganhei as eleições", disse Lula, que acrescentou que "não é uma boa política um presidente de um país ficar interferindo na eleição de outro país".
A reunião entre Lula e Trump começou por volta das 12h40 (11h40 no horário de Washington D.C) desta quinta-feira, 7, na Casa Branca, e durou três horas. Esse foi o primeiro encontro dos dois na sede do governo americano.
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