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Diário de Notícias

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Lula ataca fim do imposto sindical e cita tentativa de 'asfixiar a economia' de sindicatos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) atacou o fim do imposto sindical em declaração feita nesta quarta-feira, 15. Segundo o presidente, os apoiadores da medida buscaram "asfixiar a economia" dos sindicatos, da mesma forma em que ele pretende fazer com o crime organizado.

"Tem muita gente que acha que o movimento sindical morreu e por isso acabaram com o imposto sindical. Eles fizeram com vocês o que nós queremos fazer com o crime organizado. Se a gente quer acabar com o crime organizado, temos que asfixiar a economia deles. Enquanto tiver o dinheiro que têm, a gente não acaba", disse Lula.

O presidente continuou e disse que o fim do imposto sindical pretendia fazer com que os sindicatos perdessem a força de realizar protestos. Segundo ele, os empresários não são afetados porque são beneficiados com o Sistema S.

"Eles trataram o sindicato assim, vamos asfixiá-los, deixá-los sem dinheiro e não conseguem se organizar, fazer panfleto, fazer protesto e vamos asfixiá-los. Mas os empresários não foram asfixiá-los, porque eles têm o Sistema S. Eles continuam fazendo o que sempre fizeram", disse Lula.

Lula declarou ainda que houve sindicalistas que contribuíram para o fim do imposto sindical e cobrou que as centrais voltem a fazer pressão contra deputados e senadores no Congresso Nacional para adquirir direitos.

Sobre eleições, Lula disse que os sindicatos foram educados a "xingar o patrão o ano todo, mas votar no patrão durante a eleição". O presidente disse ainda que estará ao lado dos sindicatos "independente do que acontecer" no pleito presidencial de outubro.

"Queridos companheiros, é apenas o começo. A luta não termina com isso, só começa. Aconteça o que acontecer (nas eleições) não podem abdicar da sagrada responsabilidade de vocês de lutar, lutar e lutar pelos trabalhadores que vocês representam. Esse é o destino de vocês", afirmou.

Em reunião no Planalto nesta quarta, Lula recebeu um documento com 68 reivindicações das centrais sindicais para o período de 2026 a 2030.

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